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Blog do Neivo Zago

Neivo Zago

Soltaram o Barrabás. Prenderam o Messias.

Por Neivo Zago

Um dos meus livros favoritos e dos mais sucintos da Bíblia é o Eclesiastes, que entre outras, traz “reflexões críticas e realistas de uma época de instabilidade, quando a Palestina estava sob a dominação do império grego” [...]. O autor “lança duras críticas aos valores que as mudanças na política e na economia estavam produzindo na sociedade”. Alguma novidade, se comparada com a atualidade? “O que aconteceu, acontecerá de novo; o que se fez se fará de novo: não existe nada de novo debaixo do sol”.

Sabemos que a leitura e a pesquisa são duas fontes inesgotáveis de conhecimento, mas que infelizmente não são exploradas devidamente. É o caso quando nós deixamos de lado a Bíblia – o best seller – e mais completo livro utilizado pelas igrejas cristãs para pregar a Palavra de Deus, orientando assim à vida dos seus fiéis.

Ainda, do livro acima citado, no capítulo 2, sob o título: “O que sobra da riqueza do poder”, consta: “[...] depois, examinei todas as obras de minhas mãos e o cansaço que me custou realizá-las; e eis que tudo era ilusão e corrida atrás do vento, e não havia nada de lucro debaixo do sol”. Estamos vivendo o ocaso da Quaresma, período que nos remeteu à oração, perdão, reconciliação. Ou seja, se passaram quarenta dias dentre os quais rememoramos os últimos dias da vida pública de Jesus. Tivemos muitas oportunidades para viver este tempo especial, dentre elas participarmos das vias-sacras que rememoram a via crucis de Jesus. Mas, o ponto culminante acontece na tríade, Quinta-Feira, Sexta Feira e Sábado Santo, destacando-se a Sexta quando as igrejas lotam para celebrar a Paixão e Morte do Messias, crucificado por uma condenação injusta, sem prova alguma, pelos tribunais da época.

Infelizmente, ainda hoje após milênios tudo se repete: O que foi, continua a ser, pois “não há nada de novo debaixo do sol, e o que aconteceu, acontecerá de novo”. No tempo de Jesus Cristo - o Messias - os doutores da lei, os fariseus e o poder estabelecido convenceram o POVO a pedir a sua condenação do Messias sem nada que o desabonasse.  Pilatos, depois de interrogar a Jesus e não ter encontrado motivos para condená-lo à morte mandou castigá-lo e pensou em liberá-lo, mas os apelos da multidão foram mais fortes. Passando para atualidade, resguardando as proporções e, bem diferente dos apelos do POVO, o PODEROSOSO SUPREMO, sub-repticiamente, soltou o Barrabás; o amplamente conhecido de nós todos, cujos julgamentos passaram por algumas instâncias, e pior, conduziu-o ao cargo mais excelso. E, na carona, junto à soltura deste “bom ladrão”, por efeito cascata, foram libertados e perdoados todos os larápios do erário, em número BEM superior aos quarenta da súcia do Alibabá.

Menos mal e mal comparando, o messias contemporâneo está ainda vivo; ele que já havia sofrido uma tentativa de homicídio até hoje nada esclarecida.  Ele, ainda “goza” da liberdade, embora, também por perseguição e sem argumentos foi sentenciado inelegível, por oito anos. Nesse sentido e sob este prisma o script se repete, mas o final da peça teatral todos nós sabemos. Aqui, os “Barrabases” são libertados e os Messias, injustamente aprisionados. Por sua vez, nem é preciso elencar esses diretores dessa peça (e de outras), uma vez que são personagens conhecidas no mundo das leis e da política. Diferentemente dos do tempo de Jesus Cristo hoje mudaram as máscaras, as carapuças e o figurino. Alguns, mais se assemelham com urubus, (loucos por carniça). Vestem deslumbrantes capas pretas e togas. Mandam desmandam, acusam e julgam a seu bel-prazer, assim como se portavam os poderosos, os fariseus, os sumos sacerdotes.

Por fim, resta-nos a esperança de acreditar no mote: “não há mal que sempre dure e nem bem que perdure” e nos versos de Mário Quintana: “Todos esses aí que estão ATRAVANCANDO o meu, (O NOSSO CAMINHO), eles passarão... eu passarinho”. (grifo meu).

P.S.: Agradeço em nome dos demais leitores, assíduos, ou eventuais, mormente à Gilseia e ao Otavino Terríbile, o primo Zeca, o Renato, o Olivo de Oliveira, o primo Zeca, dentre outros silentes, desejando a todos uma Feliz e Abençoada Páscoa, bem como à direção e todo o staff deste jornal.

 

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