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Blog do Neivo Zago

Neivo Zago

Viajar para comparar; sair para sentir

Por Neivo Zago

É bom e salutar, de vez em quando deixar o aconchego do lar em direção a outros lugares, para ver outras paisagens e respirar outros ares. Até porque, em menor ou menor grau vivemos de comparações: aferimos os preços, antes de comprar qualquer produto; acareamos custo e benefício; confrontamos vantagens e desvantagens, sempre buscando o ideal que só existe na teoria e não na prática. “O ideal seria...”. 

Pela primeira vez, viajamos em um feriado prolongado de Páscoa a dois destinos considerados eminentemente roteiros turísticos que atraem milhares de visitantes nesse período, bem como no mês de Outubro, atraídos por suas tradicionais festas alemães, conhecidas por Oktoberfest, tanto a de Blumenau, quanto a de Pomerode.

A primeira cidade com uma população acima de 265 mil habitantes dispõe de lugares turísticos invejáveis comparando a qualquer cidade que tenha essas peculiaridades. Blumenau com suas múltiplas atrações, dentre as quais o Parque Vila Germânica onde acontece a festa principal, a Oktoberfest. Os visitantes e turistas não podem deixar de admirar o Prédio da Prefeitura Municipal, construído em estilo Enxaimel, que se comparada a sua área tem aproximadamente cinco vezes o tamanho da nossa. Outro destaque é a catedral São Paulo Apóstolo, um exuberante prédio moderno, cuja construção ocorreu entre os anos 1953 a 1963, mas que passou por reformas até tornar-se a obra-prima de hoje. Menos mal, que ao chegar, na Sexta-Feira Santa aproveitamos boa parte das celebrações religiosas tradicionais Como hospedagem, nós fomos agraciados pelos três pernoites no Hotel Glória Blumenau, um dos mais antigos, mas que se destaca pelo seu serviço “first class” (primeira classe).

Assim como em muitas cidades modernas Blumenau dispõe do conforto de bicicletas elétricas em vários locais (praças, ruas e avenidas) para os turistas e a seus habitantes se locomoveram. E, como dito acima, fiquei comparando, como seria se houvesse aqui em Erechim este conforto. Até que ponto os vândalos e destruidores do patrimônio público respeitariam? Da mesma forma, apesar de haver estrangeiros e brasileiros de outros estados residindo lá, é muito difícil ver lixo jogado pelas ruas, passeios e calçadas; bem o oposto daqui. Tudo tem a ver com a cultura e educação.

Ainda se destacam em Blumenau o Museu Hering, o Museu da Cerveja, a Praça Hercílio Luz, e o único e exótico cemitério dos gatos; o Museu do Cristal; O Museu Colonial e dos Costumes, dentre outras atrações, impossíveis de serem visitadas em um único dia.

Como parte do roteiro aproveitamos um dia em Pomerode, cidade também conhecida como a mais alemã do Brasil, bem próximo a Blumenau e que, apesar do seu crescimento, hoje possui em torno de 35 mil habitantes conserva o ritmo lento de uma cidade interiorana. Lá muito se fala da cervejaria Schornstein, (que não visitamos), bem como não provamos os deliciosos pratos típicos do restaurante Wunderwald. Porém, subimos o morro, de ônibus para visitarmos e nos deliciarmos com as variedades deliciosas de chocolates, em forma líquida oriundo de torneiras, líquido bem mais doce e agradável ao preço final dos produtos oferecidos no balcão. Ainda, percorremos a rota do Enxaimel e outro ponto-destaque da cidade que tem como destaque o maior zoológico de Santa Catarina, mas que devido à chuva torrencial, bem no momento da entrada frustrou em parte a visita completa.

Mas, como não há nada perfeito e nem o ideal existe, em qualquer empreitada e em nenhum passeio, seja ele em forma de grupos (excursões), individual ou familiar, como experiência negativa foi o jantar “incluso”, no Norden Bar e Biergarten, um local paradisíaco, mas do qual vai ficar como lembrança negativa e a confirmação de que “o melhor da festa é esperar por ela”. Deixamos o local frustrados pelo nada atraente e apetitoso, “jantar, tipo “buffet” tão amplamente bem falado e propalado pela guia local. Verdadeira propaganda enganosa” Por isso, o grupo não “recomendaria” o local, para eventuais interessados. Mas, fazer o quê? A não ser reclamar com a empresa prestadora desses serviços SESC (que normalmente prima pela qualidade) e esperar que não aconteçam “senões”, dessa natureza. Em suma, são os “ônus e os bônus” de quem se propõe a viajar para mudar de ares, conhecer novos destinos, pois quem põe o pé na estrada, ou na direção de um carro, ou no banco de um ônibus e se põe “viajar para comparar e sair para sentir” sempre deve contar com certas surpresas desagradáveis, pois fazem parte do contexto dos turistas.

P.S.: Como sempre, incluindo você leitor efetivo ou eventual eu agradeço a leitura como o fazem também o Renato, o primo Zeca, o Flávio de Barcellos e sua esposa (parabenizando pelo lançamento do seu livro).

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