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Blog do Neivo Zago

Neivo Zago

A “Estação das Almas” e as folhas de outono

Por Neivo Zago

Estamos vivendo em pleno outono, a interface do verão e do inverno. É o tempo que indica o declínio, o definhamento e que aponta para o crepúsculo quando os dias paulatinamente vão se tornando mais curtos e, as noites se tornam mais sonolentas; as folhas fenecem e a natureza de modo geral entra em estado de hibernação. E nós, resguardando-se as diferenças, nos assemelhamos e vamos vivendo de estação em estação até chegarmos ao nosso destino final.         

É sabido que cada pessoa tem as suas preferências quando diz respeito aos gostos, cores e amores incluindo as estações. Confesso que o tempo outonal é um dos meus preferidos, e, quando penso neste período, recordo-me, com nostalgia, das aulas de Português, no Curso de Agronomia, ocorridas sempre no primeiro semestre, quando o outono entrava de mansinho pelas janelas e portas do Campus II da URI, trazendo o frescor matinal.

Esta estação singular nos conduz à introspecção e à reflexão sobre a vida e o nosso modo de ser e de viver tornando-nos mais compassivos. Aliás, nestes tempos da Nova Desordem Mundial parece que compaixão, fraternidade, respeito e tantas outras virtudes se tornaram decadentes como muitas folhas das árvores da época.

Diferentemente das folhas decrépitas do outono que dão adeus aos galhos das árvores para na primavera surgiram outras, nós seres humanos vamos fenecendo a cada estação que se sucede e encurtando a nossa trajetória nesta caminhada também conhecida como “vale de lágrimas”, menos mal, também pontilhadas com respingos de alegria.  

Comumente ouvem-se pessoas mais jovens se referirem às acima dos 60 já senis, como caducas, que se encaminham para o prazo de validade vencido, sem levar em consideração o quanto elas ignificam, ou significaram em suas vidadas. Se compararmos os tempos pretéritos com as atuais, grandes e significativas salientam-se as diferenças. Obviamente que, a menina que envelhecemos já começa a acenderem-se no painel dos instrumentos vitais, certas lâmpadas assim como nos carros usados sinalizando que há algo de errado, nas partes internas do motor e, na compleição de modo geral.        

E, é neste outono, momento em que acontece a 26ª Feira do Livro e você lê este artigo e o evento vai para o seu desfecho, quando será feita a apresentação oficial do livro, - dentre outros já lançados por autores contumazes e persistentes. O primeiro volume da Coletânea de Contos compondo a ESTAÇÕES da ALMA foi possível graças ao empenho incansável da autora, jornalista e membro do AEL Marielise Ferreira, obra da qual sou partícipe escrevendo um texto sobre um fato retratado em poucas laudas uma das aventuras “da minha infância” querida, na cognominada Príncipe dos Vales, Três Arroios, “dos tempos que não voltam mais”.

O referido livro germinou de uma sementinha plantada em um dos tantos encontros Café Com Leitura – da AEL, na Oficina Criativa, ministrada pela responsável acima referida, cujos conhecimentos e informações foram absorvidos pelos mais de vinte integrantes que se desafiaram a colocar em prática os passos de gênero Conto, concomitante à criatividade e a habilidade de cada autor, até ser considerado próximo ao ideal e ser publicado.

Sabemos que a palavra falada se esvai uma vez pronunciada, mas a escrita permanece para sempre. Assim, é nosso anelo, que a palavra registrada possa ser compartilhada pelos leitores, no livro Estações da Alma. Que a mensagem dos 21 coautores, alguns escritores de primeira viagem ou a de outros já costumados ao ofício de escrever, encontre eco na mente dos leitores como folhas vivas e não decrépitas, que se desprendem das árvores no período outonal, para jamais retornar a elas.

Por fim, que este livro tão bem apresentado e prefaciado pelas colegas Joemir Maria Camargo Rosset e pela Dra. Helena Confortin possam percorrer as mãos hábeis de muitos leitores e que cada conto, sem aumentar um ponto, encontre guarida nas mentes dos leitores e quiçá possam se identificar na diversidade das narrativas em suas 170 páginas escritas.

Salve o Livro! Salve a Leitura e Salve a 26ª Feira do Livro de Erechim!

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