Futebol e suas nuances
Dispensável salientar que, já há algum tempo, o futebol deixou de ser uma das minhas prioridades, até porque este esporte esteve ausente neste espaço.
Esse meu desinteresse talvez tenha como desculpa os desempenhos abaixo da crítica, tanto do Grêmio, quanto do Ypiranga.
Cheguei até a vaticinar e a comentar com amigos o quanto difícil seria ver estes dois "esquadrões" se enfrentando. E até que ponto valeria pagar ingresso, para assisti-los neste embate que provavelmente terminaria em empate, com parcos gols, e o pior, um inaceitável 0 X 0.
Nós torcedores Canarinho vibramos com os empates fora de casa. Vitória, então é um sonho! É sabido que um time quando joga com medo de vencer, termina perdendo. Por sua vez, o Tricolor é outra incógnita. Troca treinador e coordenador técnico, mas continua como antes. Perde, empata muito, e vence pouco. Pelo andar da carruagem, tanto um quanto o outro deverão lutar para não serem rebaixados.
Eu, alguns dias distante de Erechim e de São Paulo, pouco acompanhei os jogos do Ypiranga e do Grêmio. No Colosso esperava uma vitória, mas o Náutico literalmente depenou o Canarinho. Já, o gol do mosqueiro contra o São Paulo, que ouvi, nos poucos minutos sintonizados na rádio, não me convenceu, tanto que arrisquei: perderia de virada. E a previsão se confirmou.
O Ypiranga tem como paliativo as diferenças abissais entre os salários das duas equipes e toda a estrutura existente.
Ademais, outro fator nada animador e redutor da minha febre futebolística jaz nos bastidores escuros e nada transparentes, fora das quatro linhas, quando não de resultados combinados antes de certas partidas.
A falta de transparência perpassa os altos escalões da CBF na pessoa do seu títere presidente envolvendo políticos e personalidades jurídicas, bem como as do crime organizado, todos envoltos no esquema. Ou seja: uma verdadeira súcia. Uma máfia. Então, por essas e por outras é que não vale a pena perder tempo e sono com o futebol, que já foi sério nos meus tempos de juventude.