Orar costuma fazer bem (2)
Outra vez, dentre um leque de possibilidades sobre assuntos de várias naturezas, retomo o conteúdo do artigo pretérito, até porque a respeito poderíamos escrever laudas e, mesmo considerando alguns leitores não acostumados ao ofício, (rezar na igreja); não é algo polêmico e que possa gerar grandes controvérsias, e que mesmo considerando os que não se coadunam como a minha opinião, cem por cento, como é o caso da colega Neusa da AEL.
Para situar você, que por acaso não tenha lido o texto da semana passada contextualizo resumidamente e reitero que o ponto principal disse respeito à Novena e Festa de São Cristóvão muito conhecida e comemorada em nível diocesano. É um acontecimento daqueles que, quando chega ao seu final, deixa saudades e aquele gostinho de “quero mais”, ao menos para os fiéis na verdadeira acepção da palavra. Que o digam as aproximadas duzentas pessoas voluntárias, alguma das quais tiram dias de férias, (conforme um voluntário me confidenciou), tão somente para se colocarem a serviço: Serviço gracioso e despretensioso, que costumo dizer e repetir “move o mundo”.
Embora a importância e abrangência do evento em todas as noites havia muitas cadeiras ociosas, na igreja. Por sua vez, esgotaram-se antecipadamente os ingressos para o tradicional jantar-baile. Já, na Bênção da Saúde, no domingo à tarde, (encerramento), menos de quarenta pessoas acorreram, contando os coroinhas, acólitos, equipe de liturgia, celebrante e os fiéis corajosos na verdadeira acepção da palavra. Nesta celebração, presidida pelo Padre Lucas este lembrou sobre o poder da oração, a necessidade das pessoas com saúde se colocar a serviço, auxiliando os doentes, assim como São Cristóvão que ajudava as pessoas atravessar o rio, mormente quanto este apresentava águas revoltas.
Em contraponto, desfilaram milhares e milhares de carros para serem abençoados com os seus motoristas, na avenida em frente à igreja e em outros locais, no sábado e no domingo. Não é o meu objetivo criticar quem pensa o contrário, até porque é uma questão pessoal e de livre arbítrio e, sim pontuar como às vezes preferimos a tranquilidade de nos acomodarmos em casa, ou na cabine dos automóveis e caminhões, em vez de sairmos e irmos rezar em comunidade.
Também, no artigo pretérito sobre o mesmo assunto eu escrevi que as portas das igrejas estão abertas como braços receptivos para acolher todos quantos desejarem participar de diversos momentos de celebração e de oração. O Terço dos Homens é apenas um dos inúmeros exemplos e ocasiões.
É importante lembrar que, logo mais, no final deste mês, teremos outra grande oportunidade especial de oração: A Novena e Romaria de Nossa Senhora da Salete e, no mês seguinte, a de Nossa Senhora de Fátima. Portanto, as datas se repetem e os motivos para rezar, tanto em casa, quanto em comunidade grassam em nossas vidas. É apenas uma questão de opção e de estabelecimento de prioridades.
E, neste mundo permeado por “vales de lágrimas e mar de rosas” nós vamos caminhando como “peregrinos da esperança”, (Ano Jubilar) e, no decurso da caminhada a morte do corpo perecível ceifa familiares, colegas e amigos, quando não somo pegos de surpresa, como aconteceu na última terça e quarta-feira. Pessoas que provocaram choros e lágrimas nos seus pesarosos familiares e amigos, mas que marcaram a sua trajetória de maneira contundente deixando-nos legados que não serão apagados, nem pela memória e nem pela história: Beto Hachmann, ainda jovem aos 70 anos, (que potencialmente seria um nome forte para ocupar uma das cadeiras vancantes da AEL). Ele, dentre outras marcou a sua trajetória pelas suas câmeras fotográficas, produzindo inúmeras fotografias, ao seguir o ofício e o exemplo do seu pai Beno. Por sua vez, a Profa. Edir Goelzer, longeva aos 90 anos, proativa, em tantas frentes de trabalho, mormente na sua dedicação ampla e irrestrita durante mais de trinta anos à frente da instituição Lar da Criança. Não menos importante deve ter sido Itacir Soligo (o Pelica), nos seus 80 anos de vida, pois deixou muitos amigos e não é preciso acrescentar nada e nem falar de alguém que tem e teve muitas amizades.
Hoje, envio um abraço muito especial ao Renato, ao Mário Cavaletti e aos amigos e colega da AEL Ademir e Neusa, ao Enori, pela bela mensagem proferida no velório do Beto, dentre outros leitores silentes, pelas referências ao artigo anterior.