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Blog do Neivo Zago

Neivo Zago

Não faltam razões para escrever

Por Neivo Zago

Somente é criticado ou elogiado quem faz algo; diferentemente acontece com uma série de indivíduos que não sabem o porquê de estarem vivos; não sabem quais os seus propósitos; produzem pouco de produtivo para a sociedade e, pior, criticam outros, sem propriedade e conhecimento de causa. São da natureza dos cegos que “apenas enxergam o que eles querem ver”.

Por uma questão de percurso, ou de logística ou por falta de congruência, ou seria de consonância o meu texto semanal não figurou neste espaço, como sói acontecer.  Porém, estou de volta para fazer o que mais gosto: escrever, até porque existe uma profusão de assuntos possíveis de serem tratados e escritos. Obviamente, quem se expõe como é o caso da escrita, corre riscos. Aliás, “viver é correr riscos”. Nesses dias ouvi duas repórteres de televisão falando que duas pessoas acidentadas não corriam “risco de vida”. É “risco de morte”, ou então, estão com “a vida em risco”.

O respectivo, texto ausente, era sobre alguns oportunistas que gostam de usar as redes sociais, (neste caso o facebook), para criticar veementemente e até de forma rude e mal-educada, a alguém que expressa a sua opinião. Obviamente tenho ciência de que não sou unanimidade até porque não há como ser diferente, mas escrevo o que a maioria gostaria de escrever. O texto elogiado e criticado, em questão, era: “Os Bolsa-Família e os pássaros tratados (cevados)”, oito não conseguiram entender um escrito tão simples que um aluno de 6ª faria sem dificuldades.

Teria sido temerário se eu trocasse asperezas com esses insipientes, uma vez que a origem do meu texto era a versão física deste jornal. E, em assim o fazendo mais uma vez ratificaram o que o eminente escritor e pensador Umberto Eco escreveu: “a internet deu voz a uma legião de imbecis”, néscios estes que além de exporem as suas limitações linguísticas, escancaram o seu “analfabetismo funcional”.

Não parece exagero e nem heresia afirmar que no curso da história atual, pelos fatos e acontecimentos, que a liberdade de pensamento e de expressão mais do que nunca estão na berlinda, quiçá tão ou mais cerceada do que nos tempos do Regime Militar, ou conforme outros, como Ditadura Militar. Há controvérsias.

Menos, mal vamos ao ponto fulcral. E, da profusão de assuntos e das inúmeras possibilidades de escrituras destaco o evento Semana Estadual do Patrimônio Cultural (Material e Imaterial), do qual Erechim também participou com a programação realizada na Praça Prefeito Jayme Lago, nesse sábado 16/08, iniciativa da Secretaria da Cultura e Economia Solidária. A AEL foi uma das protagonistas, e juntamente ao Café Com Leitura promoveu bons momentos de reflexão, debate e boas recordações, (algumas tristes e entaladas na garganta), como é o caso da saudosa Igreja São José, (que em vez de tombada, foi derrubada, literalmente, dinamitada) e cujas lembranças hoje são possíveis de serem resgatadas por fotos ou textos como o historiador, amigo e colega da AEL Enori Chiaparini, durante a sua fala aos presentes. Da mesma forma ouvimos alguns lamentos intermeados pela emoção, da professora, colega da AEL uma aficionada pela história e profunda conhecedora do assunto Professora Neusa Cidade Garcez que discorreu sobre o Erechim de então, com bastante ênfase na construção em escombros, (a primeira escola de Erechim) fundada pelo professore Carlos Mantovani. Outros painéis e debates enriqueceram o evento no qual um dos quais teve a participação da professora Thaís Wenczenovicz.

Soma-se aos lamentos generalizados o estado de abandono do Prédio dos Correios e do Castelinho o símbolo da cidade. Infelizmente “foram-se os anéis” (joias preciosas, em forma de prédios de fotos e documentos incinerados, do que era como bem destacou o Enori). “Ficam os dedos” de ainda pessoas vivas mais longevas que com suas mãos operárias e as vozes, já um tanto cansadas, ainda podem recordar tantas histórias da nossa cidade.

P.S.: Por uma questão de reciprocidade nomeio os leitores a seguir que emitiram ecos favoráveis, no Facebook, ao texto acima referido: José Luís Zambiazzi, Márcio José Nodari, Douglas Manfron, Maristela Antoniolli, Taís Basso, Nildo Domingues, Clarice de Vargas, Mariza Zandavalli, Santo G. Pasquali, Sérgio Gajosz, Lourdes Rosset Lett, Jandir Passaia, Silvânia Martovicz e Roseli Morschel.

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