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Blog do Dennis Allan

Dois princípios absolutos

Por Dennis Allan

Podemos visualizar o Salmo 112 como um sanduiche. O recheio apresenta verdades gerais sobre esta vida, mas verdades que podem ter exceções temporárias. As duas fatias de pão que compõem o resto do sanduiche são afirmações absolutas. Vamos considerar esse Salmo.

No “recheio”, o autor fala sobre o que geralmente acontece neste mundo. Ele fala do poder e prosperidade dos justos e dos descendentes deles: “A sua descendência será poderosa na terra; a geração dos justos será abençoada. Na sua casa há prosperidade e riqueza, e a sua justiça permanece para sempre” (Salmo 112:2-3). Tratar essas afirmações como verdades absolutas e constantes, como pregam os defensores da teologia da prosperidade, seria errado. Outros Salmos falam claramente da realidade de injustiças, da prosperidade dos ímpios e do sofrimento dos justos (Salmo 73 é um excelente exemplo disso). O próprio Salmo 112 fala implicitamente do sofrimento dos fiéis. “Aos justos, nasce luz nas trevas” (verso 4), aqui ele admite que poderá ter momentos de escuridão na vida. “Não se atemoriza de más notícias” (verso 7), pois reconhece que essas notícias podem vir. E o comentário sobre adversários, “...não teme, até que veja a derrota dos seus inimigos” (verso 8) considera a realidade de o justo ser alvo de ataques.

Nessa última citação, reconhecemos que o lado negativo desses princípios também pode ter exceções nesta vida. A maldade dos inimigos pode se estender por gerações, afligindo os justos e seus descendentes. Nem sempre, nesta vida, o justo verá a derrota dos seus inimigos. A justiça divina não segue o cronograma humano!

Se o “recheio” do Salmo fala de princípios gerais que têm exceções neste mundo, as duas “fatias de pão” são princípios inalteráveis. O Salmo inicia e encerra com estas afirmações:

“Bem-aventurado é aquele que teme o Senhor e tem grande prazer nos seus mandamentos” (verso 1).

“O desejo dos ímpios perecerá” (verso 10).

Da perspectiva eterna, esses dois princípios são absolutos. Quem vive em submissão total ao Senhor será abençoado com a vida eterna em comunhão com seu Criador e Redentor. Quem persiste na busca dos desejos egoístas e impuros pode até achar algum prazer temporário, mas será rejeitado por Deus no julgamento final.

Paulo escreveu: “Porque é necessário que todos nós compareçamos diante do tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo” (2 Coríntios 5:10).

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