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Blog do Neivo Zago

Neivo Zago

A consciência tem cor?

Por Neivo Zago

Qual é a cor da consciência, já que a palavra é um substantivo abstrato, conforme apendemos na escola: invisível, intocável. Imperceptível. Seria negra, seria branca, talvez rosa como a do outubro ou a do novembro azul, e os demais meses, cada qual com o seu matiz? O que dizer da comemoração e passeatas do orgulho disso, ou daquilo?

Dizem serem as perguntas que mudam o mundo, o qual se transforma a cada instante em uma velocidade meteórica e, por isso mesmo, não nos damos conta de tantas mudanças. E como parte dessas mudanças está à moda, a aceitação das diversidades, sejam elas de qualquer natureza. Talvez a mais significativa diferença entre nós e que nos torna seres únicos; nenhum igual ao outro. Até mesmo gêmeos univitelinos, aparentemente iguais são distintos e tem cada um as suas peculiaridades.

Assim pensando se formos considerar as diferenças e contemplá-las faltariam datas no calendário. Nada contra ao dia do orgulho gay e da consciência negra, mas por que não destacar também uma data para lembrar: a consciência branca, a amarela, a italiana, a alemã, a polonesa, a judia, dentre tantas que, como os negros, desbravaram este país, cada qual tendo que sair das suas terras natais e enfrentar inúmeros obstáculos. Por estas e outras todas estas raças seriam dignas de ter a sua “consciência” destacada. Todas, indistintamente, os homens e as mulheres, dos quais muitos já não estão mais entre nós, são merecedores dos nossos preitos.

Independente de manifestações evidenciando a consciência de qualquer matiz, o que o ser humano precisa é resgatar o orgulho de ser cidadão honesto; de caminhar, que pode andar resoluto, de cabeça erguida, olhar nos olhos das pessoas deitarem no travesseiro tranquilamente. Assim, independente do que os seus pares pensem o mais importante é receber os aplausos da sua consciência incolor.

Em tom jocoso, Thiago Carmona, humorista negro, obviamente não faz distinção quando quer alegrar a sua plateia, como, por exemplo: “A língua portuguesa não ajuda os negão”. Tudo de ruim é com os pretos. Tem um marginal na família: Ovelha negra! A lista com todos os marginais: É lista negra. Deu um apagão: é um blackout. A fome! A fome é negra. Morreu alguém, qual é a cor do luto? Preto! Virada do ano tá chegando. Se você quer paz, use branco; dinheiro, amarelo; paixão, calcinha vermelha. Tua vida está ruim como é que você fala: A coisa tá preta! Você tá na reunião ficou tudo entendido, tá tudo claro? Então, alguém diz: Há algo ainda obscuro. E pior: Você vai falar mal de alguém é denegrir. Se você não paga imposto está sonegando. Se você faz uma pergunta e a resposta não é positiva, você tem uma negação. Fiquei procurando alguma coisa boa [...], encontrei apenas uma: Quando você esquece uma coisa você diz: deu-me um branco.

Em outro vídeo o mesmo humorista negro em uma mesa de bar com os amigos cada qual dizendo com orgulho: “Sou descendente de europeu. Eu sou descendente de asiático. Eu viro e falo: Eu sou preto. Cai um clima de velório: Você não é preto não. Fala isso não! Você é moreniiiiinho!”

Pode-se depreender desse “discurso” humorista que a sua intenção, reitero, é divertir, fazer rir, brancos, pretos, enfim a todos que não fazem distinção e nem segregação. Já, em outro vídeo afim, circulando pela internet e que espalha discriminação um professor extremista, tendo como palco uma universidade federal grita palavras de ordem contra o ex-presidente para uma turma de estudantes composta exclusivamente por filhos do MST Medicina Veterinária. Isto é, defendendo uma ideologia que jamais deveria existir em uma Instituição Pública. Isso sim que é disseminar o ódio e a disputa entre raças.

Por fim: certamente este muito bom humorista jamais diria que ele é uma vítima da sociedade, até porque ele descobriu o talento que Deus lhe deu e fazendo bom uso alegrando as pessoas em troca recebendo a recompensa financeira que lhe é devida. Em outra aparição ele disse: Ser negro é como eu ter orelha, isto é pouco importa. E, bem sabemos que há muitos negros que discriminam os da sua raça. Então? E o que dizer da grande quantidade de jogadores negros mostrando a suas qualidades pelos estádios do mundo afora? Enfim, nada contra os negros e o Dia da sua consciência. Digamos que respeitamos, mas com as devidas reservas.

P.S.: Lembro hoje, em especial o casal Chico e Maria Eliza Franceschi, ela que foi uma das competentes professoras de Português, no Seminário, bem como ao Renato M.

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