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Blog do Neivo Zago

Neivo Zago

Tempos cabulosos: Nova Desordem Mundial

Por Neivo Zago

São profícuas as opções para escrever; tantas, que fica difícil qual delas priorizar. Se fosse referente ao futebol, a salvação, quase que milagrosa do Inter, seria assunto. Se fosse sobre corrupção, o governo vigente e iniciativas privadas oferecem inúmeras provas de corrupção: como cobrar mais impostos e usurpar o dinheiro público para locupletar parentes e amigos. O rombo (roubo do INSS) é apenas um exemplo. Enfim, uma enorme lista, sem fim.

Começo fazendo uso de uma expressão de espanto usada por uma cliente ao ver na gôndola, pêssegos, na Feira da Cooperativa Nossa Terra, há poucos semanas funcionando a todo vapor na nova e moderna ampliada sede. “Meu Deus que graúdos”. Isso me leva a concluir, após explicação do feirante, todo o trabalho subjacente para conseguir chegar a tanto. Apesar disso, o preço estava módico.

Nós, clientes e consumidores, estamos cada vez mais exigentes. Isso vale para todos os produtos, incluindo a carne que também foi e continua sendo um dos destaques no açougue da referida cooperativa. Por isso, é justo reconhecer o quanto devemos ser gratos a todos os feirantes, agricultores, os quais, em boa parte, dependem do manda chuva lá de cima, conhecido como São Pedro.

Engraçado! Enquanto muitas famílias atingidas pela tempestade de granizo e ainda ostentam os seus telhados avariados e fixam os olhos estarrecidos nas nuvens do céu implorando que não se transformem em água, os agricultores fazem exatamente o contrário: o milho, demais culturas da época e as hortaliças esperando a chuva pródiga cair lá do alto. Como diz a canção Balada da Caridade: “Para mim, a chuva no telhado é cantiga de ninar, mas ao pobre meu irmão, para ele a chuva fria vai entrando em seu barraco e faz lama pelo chão”.

Há quem diga que se volvermos ao passado sempre foi assim. Épocas de chuvas intensas provocando enchentes; de estiagem lembrada nos tempos de criança quando as comunidades de Severiano de Almeida e Três Arroios faziam uma caminhada até se encontrarem em um capitel, (no meio do caminho), objetivando orar pela chuva.

Há poucos dias, repito a nossa região foi acometida severamente pelo granizo de tamanho descomunal. Entrementes vimos e continuamos vendo semelhantes catástrofes em cidades vizinhas. Reiterando o que escrevi nos textos anteriores. Diferente é ver, assistir de longe a que sentir na pele, na carne, como costumamos dizer. Daí é que vemos o quanto, ou a falta de solidariedade e de compaixão ainda grassa solta por aí: Preços exorbitantes do material de reposição dos telhados e da mão de obra.

E da Nova Desordem Mundial, (como eu alcunhei), tudo parece se encaixar na realidade. Os poderes constituídos da República, contrariamente como dizem as excrescências do STJ e de outros tribunais sub-reptícios não são independentes, muito menos harmônicos. A Constituição já foi, como a vaca, para brejo e a lei para o espaço.                  

E o povo continua “deitado em berço esplêndido” parte dele sambando, pensando no carnaval e na diversão. E os “profetas” modernos da Boa Nova preferem se calar e se omitem, - maior pecado, contrariamente aos dos tempos de Jesus Cristo. Quanto a isso “nada de novo debaixo do sol”. O que existiu nos tempos de antanho, continua vigente, apenas com novas versões e roupagens.

P.S.: Neste mês, além do meu aniversário, tenho outros na família. Dia 5 a Ivone, sobrinha neta Helena e os amigos Zenírio Slaviero e Dirceu Clécio Slaviero, dia 14. Parabéns a todos. Ainda, um agradecimento à Prefeitura – Secretarias de Obras e Meio Ambiente pelo esforço centrado no recolhimento dos entulhos. Nossa rua foi contemplada.

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