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Blog do Neivo Zago

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Entre surpresas, perdas, derrotas e vitórias

Por Neivo Zago

“Cinila depressa o pensamento, brilha num momento, de poética reflexão: Por que não um poema breve que leva para bem longe o silêncio ambíguo de uma solidão perdida entre o nascer da poesia no vento e o morrer de um dia no esquecimento?...”. Este é apenas um dos muitos BELOS textos, que a nossa poetiza-mor NELLY TODESCHINi CANTELE deixou-nos como legado cultural.  A vida, como sói acontecer, é uma sucessão de atos e fatos, que gravitam entre encontros e desencontros, perdas, derrotas e vitórias, nesta caminhada que, acreditamos é apenas um aprendizado e um estágio, uma parte da nossa vida plena.

 

Eis que de repente, não mais do que um de repente, somos pegos de surpresa por notícias; a maioria delas pouco alvissareiras. Quer queiramos ou não, precisamos lidar com elas. Ainda repercutimos e sentimos as perdas materiais e os estragos causados pela tempestade de granizo, há dois meses. Vemos tantos montes de entulhos esperando a vez para desaparecerem de cena bem como muitos telhados, ainda cobertos pelas lonas improvisadas. A paisagem mudou e o brilho do aluzinco, material este considerado mais resistente às intempéries, reluz quando exposto ao sol.

Em se tratando da situação político-governamental nada mais nos surpreende, pois as irregularidades e as barbaridades não mais nos indignam e nos causar torpor. Porém, este não é o assunto deste texto. Preparados ou não, desejamos ou não, queiramos ou não, as surpresas batem à nossa porta. Quando agradáveis, tudo bem, mas quando é o oposto aí nos damos conta da vulnerabilidade, da pequenez e da insignificância que nos rotulam.

No sábado a cultura erexinense e, nós particularmente da AEL perdemos quiçá a voz mais poética e talentosa que passou por este Campo Pequeno. NELLY TODESCHINI CANTELE, quase completando a idade longeva de 95 anos. Lembro-me quando em 2022 fui agraciado com o título de Patrono da Feira do Livro ela convidou-me para buscar dezenas de livros na sua ampla, bela e paradisíaca residência. Na ocasião ele ofereceu a sua vivenda para a Academia realizar uma reunião-almoço, (churrasco), que nunca se concretizou. E no último domingo, quando a AEL fez a sua última homenagem lembrei-me de outro churrasco que deveria ter acontecido na casa de um amigo, que nunca ocorreu, por ter partido e porque nós somos especialistas em procrastinar, postergar, ou seja: mais tarde, hoje não, amanhã e vamos como se diz no trivial “empurrando com a barriga”. Da justa e significativa homenagem à despedida da Nelly uma breve biografia foi lida pela acadêmica Elcemina Lúcia, um poema por Ana Maria Mikulski, e uma mensagem espontânea por Luís Ademir da Rosa.

Já, no final da tarde de domingo, após as exéquias da Nelly no campo esportivo, dentro do bom gramado do Colosso da Lagoa o Canarinho não se conformou e nem transferiu a sua indignação, amargando um placar adverso no primeiro tempo, frente ao mistão do Internacional. Apesar do revés parcial, que o digam os diversos torcedores, eu acreditava em uma virada, ou seja: o 2 x 1, meu palpite dito várias vezes, se confirmou. E não por acaso, mas fruto do assédio, persistência e busca da vitória.   

   Ouvindo uma das rádios da capital fiquei surpreso em saber que já se passaram quase três décadas e meia sem que o Colorado tenha vencido o Ypiranga no Colosso. Em outros confrontos, mesmo enfrentando o esquadrão titular o Inter nunca desbancou o Canarinho, aqui. Isso não deixa de ser uma verdadeira proeza o que me fez lembrar o saudoso coloradíssimo, meu cunhado e amigo Jaime Jung, quando, certa vez, o Ypiranga desclassificou o seu time aqui em Erechim fato que o fez-me desafiar para que eu escrevesse um texto defendendo que o Canarinho deveria ser o Campeão Gaúcho, pois havia derrotado o melhor time da competição.

Desnecessário dizer que, entre surpresas, perdas, derrotas e vitórias, nós vamos trilhando a caminhada do cotidiano. E, para seguir em frente precisamos de bom senso, coerência, resiliência e coerência; paciência e tolerância, dentre outras virtudes, até porque não somos nenhuma ilha, vivemos em grupos e convivência é uma arte que deve ser praticada todos os dias.

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