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Blog do Neivo Zago

Neivo Zago

Logo vem o carnaval Fora de Época

Por Neivo Zago

Do livro bíblico Eclesiastes, o meu preferido e o mais breve de todos, da Bíblia retiro um excerto que versa  que há tempo para tudo: “Tempo para nascer, tempo para morrer, tempo para plantar e tempo para colhe; tempo para chorar e tempo para rir; tempo para prantear e tempo para dançar; tempo para guardar e tempo para jogar fora...”. “Ele (Deus) fez as coisas no seu devido tempo, pôs no coração dos homens o sentido da duração”.

E, assim sucessivamente, vai uma lista sem fim de exortações. Isto é, não nos faltam conselhos evangélicos; Basta segui-los e colocá-los em prática. Escrevo hoje, no “feriado” de carnaval dia predileto aos que tem como lema “deixa a vida me levá, leva eu”, ou ainda: “o que é pra ser será”, sem se preocupar com o amanhã. Conheço pessoas que gostam muito de dançar, aliás, uma atividade física aconselhada pelos médicos, por ser muito salutar e recomendada, principalmente para a terceira idade. Obviamente que o trabalho e outras ações precedem ao lazer de toda natureza. “Quem não quer trabalhar, não tem direito de comer”. “Ganharás o pão com o suor do teu rosto”, foi esta, a sentença dada a Adão e Eva após terem rompido o acordo firmado entre eles e o Criador, pondo fim a uma vida do tipo “dolce fare niente” do folgadão Adão e de sua esposa.

Daqui a pouco, vem em alguns lugares o Carnaval fora de Época. Temporão ou “temporona” é chamado o filho ou a filha que nasceu fora de época. O mesmo vale para certas frutas que vingam fora da estação, ou seja, sazonal. Literalmente, fora de época são os seus organizadores e os seus “foliões”, termo que não nutro simpatia. Até porque religiosamente falando, este carnaval acontece durante a quaresma tempo muito significativo no Calendário Litúrgico Católico, quando os fiéis são convidados à abstinência de certos exageros, e ao jejum de certas extravagâncias, ou, melhor: abstinência de falas inopinadas e inoportunas, como bem disse o Papa Leão IV.

É devido as extravagância no comer e no beber, no fumar e no consumir outras drogas que surgem certas doenças e aparecem as limitações de saúde. Certa vez, anos me chamou atenção duas senhoras atendidas devido às fraturas nos membros superiores e inferiores. Fumavam enquanto aguardavam a ambulância do seu município e quando esta chegou jogaram imediatamente o resto do cigarro ao chão. Por extensão, em se continuando o hábito terão, se já não têm, problemas respiratórios e outros decorrentes da ingestão do tabaco. Obviamente atendidas pelo SUS, serão duas pacientes a consumir os recursos e serviços do atendimento público de saúde.

Ainda, por extensão ao título acima vemos no dia a dia tantas pessoas, muitas delas dependentes do auxílio Bolsa Família, do vale gás e de tantos outros peixes dados sem que eles próprios os tenham pescado. Esses cidadãos não deixam de ser os fora de época, fora de contexto ou “fora da casinha”, e nem sequer sentem vontade de trabalhar a fim de merecer o produto do seu trabalho. Comportam-se como se o Estado devesse fornecer-lhes tudo. Só exigem os direitos, mas passam longe dos deveres que lhes cabem. Muito desses são aliciados por essas ajudas e na hora de votar, não o fazem com critérios e princípios norteadores.

E, como diz o lide acima, há idade e tempo para tudo. Tempo para se ocupar e até se estressar em manter uma pequena horta, a qual exige muitos cuidados. E tempo para acabar com ela, como o fiz há poucos dias. Tempo para o lazer como o futebol e hora de pendurar as chuteiras. Tempo para fazer trabalhos voluntários, mas também tempo de dizer Não, até porque as forças vão se definhando. E sim, precisamos mais tempo dedicado para ir às consultas e tentar se livrar das doenças terminadas em –ites, e – oses.

É por essas e outras que o bom senso nos adverte a usar o tempo da melhor maneira possível, pois ele, a palavra dita, e a pedra jogada não voltam mais. A propósito do tempo, na revista Speak Up da qual eu fui assinante há anos, trazia em cada volume um texto musicado. E um deles intitulado Turn, turn, turn, de autoria do grupo Be Gees (se não estou em erro), baseado exatamente no livro bíblico acima referido.

P.S.: Abstenho-me de escrever sobre futebol, em especial o Ypiranga que subestimou o Inter; que tem um goleiro titubeante, um meio precário e uma defesa vacilante. Tudo bem: a meta foi alcançada, e não é pouco: Copa do Brasil para o ano vindouro. Lembrete especial ao Renato M. e ao Armindo Kirst, sempre atentos aos textos deste espaço.

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