3 x 0 ali; 3 x 0 aqui
Volta e meia este espaço foca no futebol – esporte bretão, que infelizmente, tanto dentro e fora das quatro linhas tem as suas restrições, como acontece em outros campos da atividade humana. Sei que passaram quase sete dias, porém não é sempre que certas coincidências acontecem. 3 x 0 logo ali e, uma pouco mais tarde, o mesmo placar aqui. E, se o torcedor se frustra nos reveses, obviamente se alegre com as vitórias. Por isso este texto! A vida é assim mesmo!
Sábado, à tarde. Lino dia para a prática do futebol. Desta vez a categoria Sub-20 do Ypiranga recebendo o Internacional de Porto Alegre - um clube com uma infraestrutura de causar inveja a qualquer competidor. Menos mal, que isso não serve como diferencial. O bom neste esporte é que o dinheiro nem sempre fala mais alto e decide os jogos, a menos que por trás dos bastidores haja corrupção, livre, leve e solta, o que não seria novidade.
Após a preliminar (um lauto almoço sem reparos, no estádio Emílio Assoni), preparado pelo Paulo Nervis e a sua equipe. Viria à contenda e o primeiro tempo encerrava sem gols. Já, na metade da segunda etapa quando o Canarinho se impôs aplicando um sonoro 3 x 0 em meteóricos 20 minutos. Com o resultado assumindo o segundo lugar da tabela.
Viria à noite e o time principal estava preparado e devendo uma vitória, para enfrentar o Anápolis, no Colosso da Lagoa. Tudo se repetiu no jogo da tarde. Empate, sem gols no primeiro tempo, mas no segundo um incontestável 3 x 0 resultado que levou a equipe à segunda posição na tabela geral.
Como o futebol é um esporte cheio de nuanças e no qual entram interesses particulares o Ypiranga foi dirigido pelo Teo, ex-atleta e exímio conhecedor da bola, o qual cumpriu com folga a sua função. O treinador Cabral não vai deixar saudade, ele que primeiro armava a equipe para não perder e, se possível empatar. Faltava-lhe ambição para a vitória. Para mim, o time tem que ser proativo, ofensivo, exercendo com marcação em cima, acrescido da necessidade dos atletas dominarem os princípios básicos.
O terceiro gol, sem desmerecer os dois primeiros foi obra prima do jogador Bryam - uma obra de arte, daqueles que no futebol se diz: “valeu o ingresso!”.
Nós erexinenses temos que nos orgulhar com o Galo, cantando alto no poleiro e o Canarinho trinando pelo Brasil afora. Ambos sempre defendendo as cores das camisetas, as quais são conhecidas além fronteiras.
Enquanto isso, em horário concomitante ao jogo do Colosso o Tricolor da capital dava vexame em Belo Horizonte. Já o Internacional, em horário atípico, jogando no estádio Beira Rio amargou uma derrota caseira, fazendo com que boa parte dos desconfiados deixasse o jogo, antes do final da partida; isto é para almoçar mais cedo em casa.
Mais uma vez é importante ressaltar que, camisa famosa não garante vitórias; tampouco altos investimentos e folha de pagamento, absurdas, se comparadas ao retorno dado pelos atletas, alguns dos quais verdadeiros mercenários. Pergunto: os direitos de imagem só valem nas vitórias. Por que não multas quando acontecem as derrotas. Afinal tudo na vida tem ônus e bônus; direitos e deveres.
Saindo do esporte bretão foi muito bom participar da Abertura da 27ª Feira do Livro ocorrida no Salão de Atos da universidade Uri. Durante dez dias a Praça Jaime Lago – por ocasião do evento - Praça do Livro reunirá públicos diversificados para a maior festa da Cultura, das Letras onde o Livre vai reinar absoluto. O paraninfo e a pessoa homenageada darão brilho especial à festa. Desta vez, não apenas TRÊS mil livros serão distribuídos ao público estudantil, mas DEZ mil, ou seja: um dos diferenciais que patrocinados por empresas comprometidas com a Cultura deram o seu aval. Ao secretário de Cultura, Esporte e Economia Criativa e a sua equipe, os mais sinceros cumprimentos pela iniciativa.