A propriedade de Avelino Bianchi, em Linha América, interior de Erechim, será palco na tarde de hoje, a partir das 16h, do início da colheita da uva, na abertura da 16ª Festa di Bacco. Os parreirais serão cenário de uma grande festa típica da cultura italiana que terá pronunciamento de autoridades e atrações artísticas. Logo após, haverá degustação de produtos coloniais.
O produtor Avelino Bianchi cultiva cinco hectares com as uvas Izabel preta, rosa e branca. 80% da produção vende na forma in natura para mercados de Erechim e Santa Catarina e o restante para produção de vinho e suco. Avelino diz que a expectativa é colher 110 mil toneladas, mas o momento é preocupante em função do excesso de chuva, alguns gomos já começaram a abrir e ocorrer danos. “Tínhamos tudo para ter uma safra de excelente qualidade e em tamanho de cacho”, diz.
Avelino participa desde o primeiro encontro da uva e o cultivo de uva vem desde os seus pais.
A Festa di Bacco segue de 15 de janeiro a 19 de fevereiro, sempre a partir das 14h, no Seminário.
Nos dias 15 e 22, serão 25 bancas oferecendo aos consumidores uva e produtos derivados e demais produtos coloniais. Também haverá apresentações culturais como danças, canto e teatro de várias etnias. No dia 22 haverá concurso de vinho e suco em metro e jogo da mora.
Nos demais domingos serão cerca de 18 produtores oferecendo produtos de Erechim. No dia 5 de fevereiro haverá Missa de São Brás e no dia 19 de fevereiro Missa da Uva.
Passeios turísticos agregam a festa
Dois roteiros farão parte do turismo rural da 16ª Festa di Bacco: Vale dos Parreirais e Vale Dourado. Ambos têm duração de quatro horas, podendo sair as 14h ou as 19, com café colonial ou jantar nas cantinas coloniais da região. De acordo com o médico veterinário da Emater municipal, Walmor Gasparin, do departamento técnico e de turismo da festa, o passeio é feito em um ônibus, com guia turístico e apesar das altas temperaturas e dias abafados, tem ar condicionado.
Os agendamentos já podem ser feitos no Turismo, através do telefone 3522-3822. Gasparin diz que os passeios integram paisagens de montanhas e vales, visita em agroindústria de queijos, embutidos, panifícios, confeitaria, agroindústria de vinhos e sucos, de doces e geleias, artesanato, floricultura, degustação de chopp. Nos parreirais acontece a degustação de inúmeras variedades de uvas e também é feita a colheita da fruta.
Posteriormente, tem o café colonial com mais de 50 variedades de alimentos ou o jantar colonial com comidas típicas italianas.