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Rural

Uva doce no preço e no sabor

Comercialização da fruta e derivados começa neste domingo, no Seminário Nossa Senhora de Fátima e segue até 19 de fevereiro

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Erechim deve colher cerca de 3 mil toneladas de uva
Por Rosa Liberman - rosa@jornalbomdia.com.br
Foto Rosa Liberman

A safra da uva teve início nesta quarta-feira (11) e a comercialização da uva e seus derivados na 16ª Festa di Bacco começa a partir deste domingo, dia 15, no Seminário Nossa Senhora de Fátima, às 14h. Uma safra doce no preço e no sabor. Assim deve ser 2017 tendo em vista as condições climáticas que beneficiaram o desenvolvimento da uva, com uma tendência de boa produtividade e uma qualidade de frutos com alto teor de doçura. O preço também está mais baixo do que foi comercializado na safra passada quando havia pouca oferta de produto e deve ficar ainda menor na Festa di Bacco.

A comercialização da uva acontece de 15 de janeiro a 19 de fevereiro no Seminário, a partir das 14h. Nos dois primeiros domingos a comercialização será regionalizada. Serão 25 bancas oferecendo aos consumidores uva e produtos derivados e demais produtos coloniais. Também haverá apresentações culturais como danças, canto e teatro de várias etnias. No dia 22 haverá concurso de vinho e suco em metro e jogo da mora.

Nos demais domingos serão cerca de 18 produtores oferecendo produtos de Erechim. No dia 5 de fevereiro haverá Missa de São Brás e no dia 19 de fevereiro Missa da Uva.

De acordo com o médico veterinário da Emater, Walmor Gasparin, do departamento técnico e de turismo da festa, o quilo a uva Isabel para vinho será vendido a R$ 1,75 e da Niágara para vinho a R$ 2,00. Os valores da uva para mesa serão definidos pelos produtores no domingo de manhã.

 

Produtividade elevada e saborosa

A qualidade da fruta e o sabor nesta safra, conforme o agrônomo da Emater, Nilton Cipriano de Souza, estão favoráveis atribuídos ao clima que foi benéfico desde o início do desenvolvimento da cultura, com horas necessárias de temperaturas baixas para entrar em brotação e os produtores conseguiram fazer a poda na época recomendada. Logo em seguida, na fase de floração e enchimento de grãos, as temperaturas elevadas durante o dia e amenas durante a noite auxiliaram no teor de doçura. Mas os dias consecutivos de chuva no início de janeiro provocaram preocupação entre os produtores de uva, porque essa condição climática nesse momento causa apodrecimento da fruta e reduz o teor de doçura. Por enquanto ainda não foram registradas perdas.

Na safra passada a produtividade média foi de cinco toneladas por hectare e nesta safra a média estimada é de 20 a 25 toneladas por hectare, acima da média normal que é de 15 toneladas por hectare.

A uva é a segunda fruta mais produzida no Alto Uruguai, com 1.200 hectares, ficando atrás somente dos citros (laranja e bergamota). Os municípios que mais cultivam são Erechim, São Valentim, Charrua, Floriano Peixoto, Aratiba e Barão de Cotegipe. Erechim cultiva 150 hectares. A expectativa de produção é de 3 mil toneladas da fruta.

A produção regional é mais direcionada para indústria, com 80% da produção, com as variedades Isabel e Niágara. Já para produção in natura as variedades cultivadas são sem semente, como Rubi e Rainha Itália.  

 

Passeios rurais

Os passeios turísticos pelo Vale dos Parreirais ocorrem a partir do dia 19 de janeiro, com saída às 14h e retorno às 18h, sendo que o valor por pessoa é de R$55,00. De acordo com o diretor do Departamento de Turismo, Gleisson Assis, estão inclusos o transporte, degustação de uvas e café colonial. No dia 20 de janeiro mais um passeio deve ocorrer, programado para saída às 18h30 com retorno agendado para às 22h30. Informações e agendamento de lugares podem ser realizados no Departamento de Turismo através do telefone (54) 3522-3822.

 

 

 

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