A avaliação técnica das condições para o Estado aderir ao Plano de Recuperação Fiscal, que inclui a carência de três anos no pagamento da dívida com a União, iniciou na quarta-feira (8) com a chegada a Porto Alegre de representantes da Secretaria do Tesouro Nacional (STN).
Os técnicos da STN permanecem para uma nova rodada hoje (9) pela manhã, reunindo informações sobre a situação fiscal do Rio Grande do Sul e o impacto das medidas de ajuste adotadas pelo governador José Ivo Sartori (PMDB) nos últimos dois anos.
"Vamos demonstrar de maneira detalhada todo o esforço realizado neste período. Quando assumimos, o cenário apontava para um rombo financeiro de R$ 25,2 bilhões para os quatro anos, o que conseguimos reduzir agora para R$ 8,8 bilhões", destacou o secretário Estadual da Fazenda, Giovani Feltes.
Mesmo com todos os ajustes, acrescentou o secretário, é fundamental para o Estado aderir ao Plano de Recuperação Fiscal. “O déficit financeiro para este ano se aproxima dos R$ 5 bilhões e a suspensão do pagamento da dívida representaria um alívio de R$ 1,7 bilhão até o final de 2017. A presença dos representantes da STN ficou acertada em recente audiência do governador com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que na oportunidade assegurou que as discussões sobre o plano nacional seriam agilizadas”, explicou Feltes.
Segundo informações do governo do Estado, no final de janeiro, o Rio Grande do Sul retomou o pagamento da dívida com uma parcela ao redor de R$ 15 milhões, valor que ficará acima dos R$ 30 milhões no mês seguinte. Além deste valor, desde julho de 2016 vêm sendo repassados outros R$ 40 milhões mensais ao governo Federal, por conta do período em que o RS deixou de pagar a dívida – entre abril e junho – devido à liminar do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os pagamentos.