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Ensino

Letras da URI promove curso intensivo da nova ortografia

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Por Assessoria de imprensa
Foto Divulgação - assessoria de imprensa

Um novo grupo de profissionais e estudantes de diferentes segmentos participou da terceira edição do curso sobre a Nova Ortografia da Língua Portuguesa na URI Erechim. Assim como nas duas edições anteriores, promovidas pelo Curso de Letras – Língua Portuguesa, o objetivo foi o de proporcionar atualização quanto à escrita segundo o Acordo Ortográfico.

O curso de extensão, desta vez intensivo, teve início na segunda-feira, 13, encerrando-se na sexta-feira, 17, e foi ministrado novamente por Cássio Lucas, licenciado em Letras pela Universidade. As iniciativas realizadas até agora atendem à obrigatoriedade da nova ortografia a partir de 1º de janeiro de 2016.

Os conteúdos abordados referem-se às alterações e ao uso do alfabeto, das regras de acentuação gráfica, do trema e do hífen. Nos encontros, realizados à noite, os participantes puderam entrar em contato com conteúdos essenciais para melhor compreensão do que mudou, realizando exercícios práticos para consolidar o aprendizado.

O chamado Novo Acordo Ortográfico, cujo texto oficial foi assinado por países lusófonos em 1990, entrou em vigor, no Brasil, em 2009, com um prazo de adaptação de 4 anos, que foi prorrogado por mais 3 anos. O que ocorreu no primeiro dia de 2016 é que a nova ortografia entrou em plena vigência, tornando-se a única forma correta de escrever em língua portuguesa.

A necessidade de escrever corretamente em vista das alterações provocou a mobilização de integrantes da mesma família. O cirurgião-dentista e professor do Curso de Odontologia da URI, Wolnei Luiz Centenaro, trouxe sua filha Ana Júlia, de 13 anos, para acompanhá-lo no Curso, mesmo estando no 9º ano do ensino fundamental.

Wolnei foi claro ao descrever essa necessidade. “O ato de escrever nos remete à ação de colocar no papel o conhecimento adquirido, seja ele no campo profissional, acadêmico ou de vivências pessoais. Ao longo de nossa vida acadêmica, com a necessidade do exercício intenso da leitura, vamos nos 'acostumando' a escrever de forma correta, sem, no entanto, raciocinarmos gramaticalmente, sobre quais os motivos que nos levam a acentuar ou não determinadas palavras. Contudo, há uma convenção gramatical que deve ser respeitada e nem sempre nossa escrita a leva em consideração. Como a nova ortografia passou a ser obrigatória, entendemos que era o momento de nos adequarmos à nova realidade a fim de que nossas leituras em livros e periódicos escritos anteriormente a esta data fossem feitas com senso crítico no que tange a aspectos ortográficos”, disse o professor.

Quanto à presença da filha, Wolnei afirmou: “O convite para que Ana Júlia realizasse o curso comigo surgiu graças ao interesse dela pela leitura desde sua alfabetização. Apesar de coincidir com o início do ano letivo, ela gostou muito do curso e justifica o esforço como complemento à sua formação do ensino fundamental. Além de dominar a língua inglesa, ela tem como meta cursar Engenharia Elétrica”, concluiu.

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