Antes mesmo do lançamento oficial da iniciativa em parceria com os municípios elaborada pela Secretaria da Segurança Pública (SSP), o governo do Estado já conta com o apoio da União em ações de prevenção primária. A garantia foi dada pelo ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra, em reunião ocorrida nessa quinta-feira (30) no Departamento de Comando e Controle Integrado (DCCI).
A prevenção primária consiste no conjunto de ações promovidas pelo poder público em médio e longo prazo, que visam estudar, diagnosticar e atacar as causas dos principais problemas sociais. Os programas atuam com a oferta de educação, saúde, cultura, lazer, segurança e outros fatores que contribuem para a melhoria da qualidade de vida. “Uma das melhores formas de se combater a violência e a criminalidade é agir na raiz do problema, neutralizando os agentes de ruptura do tecido social”, destacou o secretário Cezar Schirmer.
O ministro confirmou o aporte de recursos e pessoal para a instalação de programas de ressocialização de apenados, inclusão social e tratamento de dependência química. “Estamos terminando de estruturar um projeto nacional. Em breve poderemos detalhar mais o que será feito, mas já posso afirmar que o ministério será parceiro do Estado”, assegurou.
Para Osmar Terra, é preciso que se desenvolvam ações com ênfase nas crianças e adolescentes - faixas etárias em que o uso de entorpecentes possui ação mais lesiva ao organismo. O ministro julga urgente a coleta de informação e o acompanhamento dos grupos mais vulneráveis, de maneira a dar subsídio a políticas públicas efetivas. “Vivemos um ciclo epidêmico de consumo de drogas e isso possui efeitos devastadores. Diferentemente das demais epidemias, a droga afeta diretamente a percepção e a atitude das pessoas. Precisamos”.
A SSP pretende, por meio do trabalho desenvolvido no Gabinete de Gestão Integrada Estadual (GGI-E), listar o conjunto de ações a serem executadas. “Através da câmara temática específica sobre prevenção, iremos apresentar aos municípios as possibilidades e ampliar a nossa contribuição em programas que já apresentam resultados positivos, como as Comissões Internas de Prevenção de Acidentes e Violência Escolar (CIPAVEs)”, acrescentou Schirmer.