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Rural

Grãos: base que impulsiona o agronegócio

A soja lidera o ranking da produtividade e extensão de áreas plantadas

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Por Izabel Seehaber izabel@jornalbomdia.com.br
Foto Izabel Seehaber

A matriz produtiva da região do Alto Uruguai, no setor primário, está calcada basicamente na produção de grãos. Conforme dados da Emater, no que se refere à safra de verão, a área de soja abrange cerca de 234 mil hectares e o milho, 45 mil hectares.  De feijão é aproximadamente 1 hectare. Já das culturas de inverno, o trigo é a mais importante, com mais de 28 mil hectares. A cevada contempla a faixa de seis mil hectares.
Conforme o engenheiro agrônomo e Assistente Técnico Regional, Nilton Cipriano Dutra de Souza, a grande área do agronegócio que fomenta ainda mais a economia é a produção de grãos. Ele comenta que atualmente há dificuldades de comercialização dos grãos em razão do câmbio, da variação de preço no mercado internacional, o que faz muitas vezes com que o produtor segure a produção. Contudo, a partir disso podem surgir alguns problemas em relação à armazenagem e também no campo financeiro. "O milho está sendo comercializado na região em torno de R$ 21/ saca. A soja já está em R$ 60/ saca mas esses tempos estava em R$ 90. O mercado internacional comprador tem essas variações e por isso, é aconselhável ao produtor que comercialize assim que verificar que o preço subiu consideravelmente para evitar prejuízos", alerta, citando que há produtores com soja da safra passada (em torno de 80%) que ainda não foi comercializada.
Nilton explica que mesmo financeiramente sendo mais viável o investimento na soja, a rotação de cultura é fundamental, até mesmo porque o resíduo produzido pelo milho e deixado no solo é importante.  Do mesmo modo, o cuidado com o solo e o controle de pragas nas lavouras é imprescindível para garantir o êxito da produção. "Hoje a Emater trabalha na região com cerca de 15 mil famílias e destas, em torno de 10 mil atuam com grãos. Percebemos que as famílias que são acompanhadas de maneira mais próxima, há esse retorno, principalmente no cuidado com o solo. Há unidades de resultado aonde toda a tecnologia é investida e percebemos a diferença", comenta.
A grande maioria das pessoas faz plantio direto e evita colocar defensivos sem ter necessidade. "No entanto ainda há problemas de solo, mas com o passar do tempo, os produtores tomam consciência da importância. Se o agricultor não se preocupar em fazer o manejo de conservação do solo, poderá ter problemas, pois o descuido produz reflexo direto na produtividade", completa, lembrando que o próprio governo do Estado lançou um programa de conservação de solo e água. "É o princípio de tudo aliado às condições climáticas".
Comercialização
A comercialização da soja é regulada pelo mercado externo, pois é uma planta basicamente de exportação. O Brasil e os Estados Unidos são os maiores produtores. Nilton salienta que sempre há soja no mercado nacional e está à mercê das oscilações.
No caso do milho, há uma demanda muito grande e o país precisa importar pois o que é produzido não mantém a cadeia produtiva de leite, suínos e aves. "Hoje o país produz basicamente duas safras por ano e estamos também com o milho estocado para vender.
Já o trigo é hoje uma moeda de troca principalmente com a Argentina, pois o Brasil importa produtos como motores a gasolina e compra o trigo. Isso muitas vezes atrapalha o produtor local. A falta de uma política específica mais clara, faz com que muitos produtores acabem se desestimulando a investir na cultura", pondera.

 

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