Na categoria que abrange os profissionais do transporte, várias são as lutas e reinvindicações que marcam a trajetória e o cotidiano de trabalho.
Para compreender um pouco mais sobre essa realidade, o Bom Dia conversou com o presidente do Sindicato dos trabalhadores em transporte rodoviário do Alto Uruguai, Gerson Luis Klosinski e o vice-presidente Wolmir Nelson Riste de Brito.
Segundo eles, a profissão é desafiadora, sendo que muitos deixam as famílias por tempo indeterminado para trabalhar. Além disso, as jornadas de trabalho costumam ser excessivas mesmo que as leis de 2013 regularizaram a profissão de motorista. "A categoria merece mais valorização, até mesmo porque enfrenta muitas situações como o baixo valor de frete, condições precárias de vários postos, altos custos para se manter", comentam. Atualmente o Sindicato está trabalhando com a questão salarial dos dissídios. A entidade também incentiva a qualificação profissional.
No que se refere à faixa etária, a entidade analisa que é cada vez menor o interesse dos jovens pela profissão de motorista. "Não estão ingressando em razão dessa vida mais difícil. É uma profissão não muito recompendada por muitos pais. Ao mesmo tempo essa situação nos preocupa. A economia gira em torno do motorista e por isso é fundamental encontrar formas de motivar os jovens a ingressar na profissão novamente", destacam.
Gerson e Wolmir salientam que os motoristas atuam em diferentes áreas. A categoria deve ser homenageada e também valorizada. "No ano passado foram firmados acordos coletivos individuais com empresas locais que precisam se adaptar às diferentes particularidades".
Os profissionais autônomos também enfrentam dificuldades e segundo eles a categoria deve se unir.
Ao mesmo tempo, as tecnologias também auxiliam muito os profissionais e possibilitam mais conforto e tranquilidade profissional.