21°C
Erechim,RS
Previsão completa
0°C
Erechim,RS
Previsão completa

Rural

Terreno limpo, horta farta

Parceria resultou em prática sustentável na produção de alimentos no município

teste
Sem título.jpg
Por Rosa Liberman
Foto Rosa Liberman

O aposentado Valdir Malacarne, (77), reside no Bairro Linho desde 1979. Ele e a esposa Fidelma, sempre trabalharam na agricultura, produzindo milho, trigo, mandioca e leite em 25 hectares, no interior de Erechim.  Há quase 40 anos resolveu abrir um minimercado que funcionou por cinco anos, mas logo que o filho mais velho ingressou no serviço militar, ele fechou seu comércio. E foi há três anos que um vizinho lhe ofereceu uma área do tamanho de um campo de futebol sete, para limpar e cuidar. No espaço, Valdir não pensou duas vezes: resolveu voltar a produzir alimentos.

A ideia foi fazer uma horta urbana. Chapéu para se proteger do sol e enxada na mão. No espaço ele produz hortaliças como alface, brócolis, couve-flor, batata, repolho, pepino e até morangos. Tudo sem agrotóxicos. A produção é para consumo da família e o excedente ele aproveita para ter uma renda extra. É comercializado para os vizinhos. “Eu produzo porque gosto e não para ter lucro. Alface e repolho são vendidos por R$ 1,00”, diz.

Dos quatro filhos, nenhum seguiu na atividade dos pais. O casal deixou o interior para facilitar a ida na escola dos filhos.

O aposentado José Carlos Pansera, 65 anos, é vizinho do agricultor Valdir. Ele diz que aproveita a facilidade de ter uma horta urbana próxima de sua casa e adquire os alimentos. “Sei a procedência dos alimentos, eles são limpos, sem agrotóxicos, por um preço acessível e também tenho a praticidade de não precisar me deslocar para adquiri-los”, diz. Salientando que esta é uma bela iniciativa.

No município não há dados de quantas hortas urbanas existem, mas segundo o secretário de Agricultura, Leandro Basso, há um estudo que envolve o fomento da prática. Recentemente, dois técnicos participaram de um curso no Paraná sobre o assunto. “Entendemos que os moradores poderiam produzir um pouco do que consomem e a Secretaria poderia entrar com a orientação técnica e distribuição de mudas”, destaca Basso.

Segundo ele, a comercialização realizada pelo produtor nas proximidades de sua propriedade, feita em pequena escala, pode ser realizada. Já quando o produtor utiliza um veículo para transportar a produção e comercializá-la ele precisa se cadastrar na prefeitura para obter um alvará.

 

Lei das feiras

Com relação a lei das feiras, que abrange quem se habilita a ser feirante, com novas normas, deve ser encaminhada para a Câmara de Vereadores dentro de 15 dias. Já no que diz respeito a reforma da feira no centro, o secretário comenta que os produtores que faturam acima de R$ 360 mil por ano vão diminuir, gradativamente, os dias que atendem no local. Isto porque existe normativa que indica que até este valor é denominado agricultor familiar.

O projeto da reforma está sendo trabalhado. A intenção é de que ele esteja pronto e a licitação com a obra concluída ainda neste ano, para que já no primeiro semestre de 2018 já esteja em funcionamento.

 

Leia também

Publicidade

Blog dos Colunistas

;