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Rural

Milho e feijão perdem espaço e soja aumenta área cultivada

Primeira estimativa de plantio da safra de verão foi divulgada na Expointer e números seguem tenência no Alto Uruguai

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Por Rosa Liberman
Foto Arquivo BD

No Alto Uruguai, o milho e o feijão terão redução de área e a soja aumento de 4,45%. Mas as produtividades devem se manter estáveis com relação à safra passada na região, em virtude das condições climáticas segundo técnicos da Emater. Já a produção total da safra de verão será menor, em função da área reduzida.

De acordo com o agrônomo da Emater Regional, Nilton Cipriano de Souza, a área cultivada com milho grão terá redução em torno de 33%. Na safra passada foram cultivados 45 mil hectares e a previsão é de que nesta safra sejam cultivados 34.530 hectares. “A redução da área se deve ao fato da diminuição do preço a nível de mercado internacional e interno. Na safra anterior a saca de 60 quilos era vendida a R$ 70 e hoje está cotada em R$ 21. Houve desestímulo do produtor em função do custo ser elevado e receber preço baixo. Está dando prejuízo plantar o cereal”, explica Cipriano. A projeção é de que a produtividade se repita em 8.500 toneladas por hectare.

No Estado, conforme divulgação do relatório da Emater, o milho grão tem uma projeção de área a ser plantada 11,65% menor do que a do ano anterior, que teve 827.651 hectares plantados. A safra que já teve o plantio iniciado deverá ocupar 731.216 hectares. A expectativa de produção também é negativa, para 2017/2018 é esperada a colheita de 4.597.066 toneladas, o que representa -23,87% em relação às 6.038.683 toneladas colhidas no ciclo 2016/2017.

Já o milho silagem ocupava em torno de 18 mil hectares na região e não deve ter redução na área porque é para quem trabalha com produção leiteira.

 

Feijão

Já o feijão vem reduzindo a área na região a cada safra. De acordo com Cipriano, porque na agricultura familiar a colheita é manual e exige muita mão de obra, o que é escassa. Os municípios que mais cultivam na região são Áurea, Getúlio Vargas e Erechim. Na última safra foram cultivados 1.300 hectares e para a próxima safra devem ser produzidos 1.200 ha, com produtividade de 1.220kg/ha. São duas safras, a de setembro e a safrinha, em janeiro.

Ao contrário, dados divulgados pela Emater na Expointer apontam que no Estado, o feijão primeira safra terá uma área maior. A estimativa inicial da Emater é que serão plantados 43.708 hectares, 2,85% a mais do que os 42.498 hectares. Embora a área seja maior, a produção projetada para este ano é 18,91% menor do que a do ano passado, caindo de 74.949 toneladas para 60.775 toneladas. A produtividade esperada é de 1.390 kg/ha, valor 21,17% menor do que a anterior.

 

Soja

Seguindo um ritmo diferente das demais culturas na região, a soja ocupou na safra anterior 235 mil hectares e a expectativa é de que na próxima safra os produtores destinem 245.480 hectares com a oleaginosa no Alto Uruguai – 4,45% a mais do que na safra anterior. “Embora o preço tenha sofrido uma queda, ele se ajustou. No ano passado a saca de 60 quilos era vendida a R$ 90 e hoje está em R$ 59. Mesmo assim, ainda é mais rentável plantar soja do que milho se comparar uma cultura com a outra”, comenta o agrônomo. A expectativa é de que a produtividade se mantenha em 3.600 quilos/hectare. No Estado se espera um aumento de 3,16%, indo dos 5.528.233 hectares do ano anterior para 5.702.780 hectares. Mesmo com o aumento de área plantada, com uma produtividade de 2.938 kg/ha (12,59% menor do que a do ano passado) a produção deverá chegar às 16.753.980 toneladas, montante 9,81% menor do que as 18.575.434 toneladas colhidas em 2017.

Cipriano enfatiza que na região está se projetando uma safra normal. Em termos de produção, será menor com relação ao milho e feijão tendo em vista a redução de área, mas no que diz respeito a produtividade, a expectativa é positiva já que os centros meteorológicos apontam um ano neutro, ou seja, sem influências de fenômenos El Niño ou La Niña, com extremos de chuva ou estiagem.

 

 

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