Fandango comemorativo ao 40º aniversário da entidade será realizado neste sábado (9)
De uma roda de chimarrão entre amigos que compartilhavam o mesmo apreço pelo tradicionalismo, surgia há 40 anos o CTG Espora de Prata. As quatro décadas de história da entidade tradicionalista são marcadas, acima de tudo, pelo amor à cultura gaúcha e pelo carinho pelas tradições do Rio Grande do Sul.
A data oficial do aniversário coincide com um dos dias mais cultuados pelos gaúchos: 20 de setembro. Porém, neste ano, a comemoração ocorre antecipadamente, com um jantar fandango que acontece na noite deste sábado (9), no CTG Espora de Prata. O evento será animado pela banda Conexão 5. O dia será marcado também pela chegada da centelha da Chama Crioula na entidade, já que o fogo será distribuído à tarde, durante a abertura do Acampamento Farroupilha.
Metade da vida dedicada ao CTG
A história do CTG Espora de Prata se mistura com a história de vida do hoje patrão conselheiro, Antonio Zeca Gomes Samuel. Ele e sua já falecida esposa, Luíza Samuel, estão entre os fundadores do Espora de Prata, sendo inclusive autor do nome da entidade. Dos seus 80 anos de vida, pelo menos metade foram dedicados ao CTG, que hoje é como uma extensão de sua casa, já que a porta de entrada de sua residência é ao lado da porta de entrada do centro tradicionalista. Sempre pilchado, herdou do pai o carinho pela tradição. “Eu, meus irmãos e irmãs fomos criados no meio tradicionalista. Se eu disser que alguma vez vi meu pai usando outra calça que não fosse a bombacha, estarei mentindo”, recorda.
Orgulhoso, ele relata que desde o início a história do CTG foi marcada pela parceria dos tradicionalistas e pelo amor pela cultura gaúcha. “Eram pessoas que gostavam da tradição. No começo nos reuníamos onde dava. Acho que foi esse gosto pela cultura que fez com que o Espora de Prata tivesse vida longa, afirma.
Samuel também destaca a colaboração da comunidade para a construção do CTG, localizado em uma das paralelas da BR 153 em Erechim. “Conseguimos o terreno e, com muita ajuda da comunidade que colaborou através de promoções e campanhas, fomos juntando materiais para construir. Hoje quando olhamos esse lugar e lembramos de nossa história ficamos muito felizes porque lá atrás, no começo, batemos de porta em porta pedindo ajuda. Nosso argumento era que se nos doassem um prego, conseguiríamos prender um pedaço de madeira. Se nos doassem dois, pregaríamos a madeira inteira. De pouquinho em pouquinho construímos e hoje seguimos aí, levando a tradição adiante”, comemora.