A encosta do rio Alto Uruguai é favorável ao cultivo de frutas tropicais como o maracujá, mamão e o abacaxi. Isto porque pois possui microclima adequado à produção destas variedades, com temperaturas não tão baixas e, principalmente, sem a ocorrência de geada. Apesar da citricultura ser a principal fruta cultivada na região, o abacaxi já foi bastante produzido em municípios como Aratiba, Itatiba do Sul, Mariano Moro e Marcelino Ramos.
De acordo com o agrônomo da Emater, Luis Ângelo Poletto, assistente técnico regional de Sistemas de Produção Vegetal, a produção era maior mas as propriedades ficaram embaixo dos lagos que banham a região e os produtores foram realocados para outras áreas e o cultivo não foi retomado.
Atualmente, em toda a região existem quatro hectares de abacaxi plantados no município de Aratiba, com produção total estimada de 5 toneladas/ha. O cultivar basicamente é o pérola, que na região possui um sabor diferenciado de ótima qualidade. A produção pode ocorrer durante todo o ano, mas geralmente a safra inicia em janeiro.
“Em média, após plantadas as mudas, de 20 a 24 meses começa a produção dos frutos. Quando colhidos em janeiro a março atingem melhores preços na safra”, diz Poletto.
Ele salienta que a intenção é incentivar novos produtores a trabalhar com a fruta, colocando mudas para reservas dos produtores. Existem mudas à disposição na região de Santa Rosa e sob reserva em Joinvile/SC e em Alpestre, que através do Consórcio Usina, está recomeçando o projeto de incentivo de atividade. Segundo ele a produção tem retorno econômico, desde que seja produzida com visão empresarial e qualificação, já que a produtividade pode atingir 20 mil frutos por hectare.
No Rio Grande do Sul a área cultivada com abacaxi tem sido a mesma nos últimos anos, em torno de 392 hectares comerciais plantados e 215 produtores envolvidos, com uma produção de 5.859 toneladas. O maior produtor é Terra de Areia, com 340 hectares plantados e 130 produtores envolvidos, com uma produção de 5.100 toneladas.