Em torno de 140 mil animais entre bovinos e bubalinos de zero a 24 meses de idade devem ser vacinados contra a febre aftosa nos 31 municípios da região nesta etapa de reforço. Até o momento, cerca de 40% do rebanho recebeu a dose. De acordo com o supervisor técnico regional da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi), Cesar Luis Albertoni, o percentual é baixo porque os produtores estão concentrados no processo de finalização da colheita do trigo e semeadura da soja.
A vacinação segue até o dia 30 e não deve ser prorrogada como aconteceu em campanhas anteriores. “É importante que os produtores fiquem atentos ao prazo da campanha. Ela foi prorrogada em edições anteriores por conta de intempéries climáticas, mas por enquanto não ocorreram problemas e não deve haver ampliação. Por isso é importante ficar de olho no prazo, pois se não vacinar até o dia 30 o produtor está sujeito a notificação e multa”, salienta Albertoni.
O produtor que não vacinar até o dia 30 será notificado e multado em 60 UPS (Unidade Padrão Fiscal), acrescida mais uma UPS por animal não vacinado. “Então, a multa parte já a partir de R$ 1.096. E isso não significa que não será preciso imunizar o rebanho, pois mesmo pagando a multa o produtor terá que vacinar os animais”, acrescenta.
Entretanto, Albertoni diz que a cada campanha o número de multas vem reduzindo na região, pela conscientização dos produtores pela importância da imunização do rebanho. Além disso, em cada município da região há pelo menos uma casa agropecuária credenciada para venda das doses e, em Erechim são quatro, o que tem facilitado a compra das vacinas. Todos produtores, mesmo os que se enquadram no Pronaf precisam adquirir as doses e também aplicá-las. “Ao comprá-las, o produtor deve levar um recipiente térmico para acondicioná-las, devendo ser aplicadas no máximo cinco dias após a aquisição. Depois disso, deve comprovar na inspetoria do seu município, com nota fiscal de compra e a relação dos animais vacinados”, explica.
Programa de Erradicação e Prevenção
A Coordenação Estadual do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa da Seapitem como objetivo a sustentação da condição sanitária do Estado, de zona livre da doença, por meio de estratégias preventivas contra o reingresso do vírus e a infecção dos animais suscetíveis.
“A previsão de retirada da vacina no Estado é para 2021, mas o Estado está trabalhando para adiantar essa retirada para termos a abertura de novos mercados, como Japão, Estados Unidos e Europa. Porém, para que a retirada da vacinação seja eficaz é preciso subir alguns degraus, e o primeiro é o produtor se conscientizar e imunizar 100% do seu rebanho. Além disso, o sistema de prevenção comprova através de exames de amostragens técnicas e científicas de animais que estamos cumprindo a eficiência vacinal e a capacidade da vacina produzir a defesa necessária não ocasione a doença. Esses índices de eficiência nos últimos anos têm sido um pouco aquém do necessário para a retirada da vacina. Por isso que enfatizamos na importância do produtor fazer sua parte. E a retirada só será feita quando houver segurança”, destaca Albertoni.