A segunda etapa de vacinação contra a febre aftosa encerrou no último dia 30 e os produtores tem o prazo de cinco dias úteis para comprovar a imunização nas inspetorias veterinárias, encerrando nesta quinta-feira (7). Em torno de 140 mil animais entre bovinos e bubalinos de zero a 24 meses de idade deveriam ser vacinados nos 31 municípios da região nesta etapa de reforço.
De acordo com o supervisor técnico regional da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi), Cesar Luis Albertoni, a expectativa é de que o percentual de inadimplência seja baixo. “Em Erechim, até esta segunda-feira, quatro produtores não tinham comprovado a vacinação, mas eles ainda têm prazo para fazê-lo”, diz. Após esse período, as inspetorias vão computar os dados e os produtores que não imunizaram o rebanho vão ser chamados e multados em 60 UPS (Unidade Padrão Fiscal), acrescida mais uma UPS por animal não vacinado. “Então, a multa parte já a partir de R$ 1.096. E isso não significa que não será preciso imunizar o rebanho, pois mesmo pagando a multa o produtor terá que vacinar os animais”, acrescenta.
No início da semana, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Blairo Maggi, assinou em conjunto com o governador Amazonino Mendes, o documento que reconhece o estado do Amazonas como zona livre da febre aftosa, com vacinação.
O ministro ressaltou a importância do documento de reconhecimento porque é um marco da libertação econômica do Amazonas de sua principal fonte de receita, a zona Franca de Manaus. “O Amazonas, assim como os demais Estados da federação brasileira, hoje se coloca com a mesma possibilidade de exportação de carne bovina, suína, e outras carnes”.