Diariamente contribui para a formação de cidadãos comprometidos que ajudam a escrever a história da centenária Erechim
Em 1935, o nascimento do Colégio Marista Medianeira veio ao encontro da necessidade da população local, que ansiava pela criação de uma nova escola. E assim a instituição cresceu com o município, mantendo sempre a sua missão de promover uma educação integral, que visa à formação de cidadãos éticos e comprometidos. Mais de oito décadas depois, a comunidade educativa marista comemora o centenário da capital da amizade, compartilhando uma história que perpassa gerações.
Para Carmen Fuzinato, mãe de dois estudantes maristas e presidente da Associação de Pais e Mestres do Colégio, a educação marista ensina valores que refletem na sociedade como um todo, pois atua em parceria com as famílias, além de compreender e acolher cada estudante em sua singularidade. “Grande parte da minha família tem vínculo com o Marista Medianeira. Um dos meus tios estudou aqui e, inclusive, ajudou a plantar os coqueiros que ainda embelezam a entrada da escola. É um orgulho ser moradora de Erechim e fazer parte da família marista”, reconhece Carmen.
Juntos por uma sociedade melhor
Referência em todos os segmentos de ensino, da Educação Infantil ao Ensino Médio, para as famílias da região do Alto Uruguai, o Marista Medianeira apresenta uma proposta pedagógica que alia a excelência acadêmica à formação humana. Sem perder de vista a tradição construída ao longo de seus 84 anos de história, o Colégio segue levando adiante o compromisso de sempre inovar.
Este ano, por exemplo, o Colégio adquiriu notebooks com tecnologia touch screen, que se reconfiguram em tablets; passou a disponibilizar plataformas de leitura e matemática aos estudantes e educadores, como Elefante Letrado, Árvore de Livros e Matific; e no, Ensino Médio, os professores receberam Ipads para auxiliar no desenvolvimento das aulas e potencializar a explicação dos conteúdos.
O Colégio também já passou por diversas melhorias estruturais, sendo algumas das mais recentes a reorganização das salas de aula, atendendo a reestruturação curricular que a escola vivencia, com a aquisição de novo mobiliário para a Educação Infantil, Anos Iniciais e Ensino Médio, com o intuito de contribuir na utilização de novas metodologias que colocam o estudante e a sua relação com o conhecimento no centro do processo.
Dentro do conhecido campo de futebol 11 do Colégio, acontecerá em 2018 a construção da Praça e Estúdio de Aprendizagem, proposta inovadora no município, que busca potencializar o desenvolvimento integral dos estudantes. Neste espaço, as crianças e jovens terão à sua disposição brinquedos estruturados em madeira; contato com a natureza, através do plantio de árvores e da construção de uma horta coletiva; um anfiteatro ao ar livre; um estúdio de aprendizagem, com mobiliário adaptável às diferentes faixas etárias, espaços e materiais diversos, incentivando o trabalho em grupos e potencializando a criatividade, a inovação e a convivência.
O engajamento da comunidade escolar também perpassa a dimensão da solidariedade. O grupo de Voluntariado do Marista Medianeira realiza ações junto à Associação Beneficente Recriando a Vida, promovendo momentos de contação de histórias, brincadeiras e reflexões. Já os grupos de jovens da Pastoral Juvenil Marista (PJM) lideram diversos projetos junto à comunidade de Erechim. Um deles foi o Colorir faz bem, em que revitalizaram a ala pediátrica e oncológica do Hospital Santa Terezinha, através de pinturas e adesivação nas paredes.
Da mesma forma, a Associação de Pais e Mestres mostra seu caráter solidário, apoiando eventos e criando iniciativas próprias. Há três anos, a entidade está à frente do projeto Tricotando Carinho, que tem por objetivo produzir peças de tricô e tecido, como toucas, cachecóis e almofadas, para serem doadas a pessoas com câncer, atendidas em hospitais do município e do estado.
De acordo com a diretora do Marista Medianeira, Cheila Daniane Milczarek, a proposta pedagógica marista coloca as crianças e os jovens no centro da aprendizagem. “Percebemos os estudantes na condição real de sujeitos que são e não na lógica de que virão a ser. Isso muda a configuração dos espaços de aprendizagem, pois permite a participação direta de cada um na condução do seu processo, exercendo o protagonismo de suas escolhas”, esclarece a diretora.