Na tarde de ontem (24) os professores da rede estadual da educação básica se reuniram para discutir demandas relativas a rotina da profissão. O ato público realizado em frente ao Ipe Saúde, foi organizado pelo 15° núcleo do Centro dos Professores do Estado do RS (Cpers).
De acordo com a diretora do núcleo, Marisa Betiato, o ato representa o posicionamento contrário dos professores com relação as propostas de reforma da previdência, em defesa do Ipe Saúde e pela qualidade da educação pública estadual, que vem sofrendo com a falta de professores e funcionários.
A ação não foi isolada, considerando que em Porto Alegre também houve atos do Movimento Unificado dos Servidos do RS. Na oportunidade, os participantes produziram uma carta aberta à sociedade, justificando as questões que motivaram o encontro entre os servidores.
De acordo com o documento, as ações governamentais estão atuando contra o direito constitucional de seguridade social, que "representa a possibilidade de vida digna a todos".
No âmbito da região de abrangência do 15º núcleo, além do receio com a reforma da previdência e do sistema de convênio de saúde, o movimento se intensificou com a falta de professores nas instituições de ensino. Com isso, o sindicato está realizando um levantamento das escolas que ainda sofrem com essas ausências no quadro profissional, para reivindicar a demanda junto à Seduc.
O grupo também decidiu que irá participar da audiência entre o Cpers e o governador, na próxima segunda-feira (29), em Porto Alegre.
Caso o Estado nao pagar o salário até dia 30 deste mês, será feita uma paralisação no dia 2 de maio.