O governo do estado do Rio Grande do Sul anunciou no início dessa semana que irá quitar as dívidas com a saúde dos municípios e hospitais em 16 parcelas de R$ 13,5 milhões. Os 32 municípios do Alto Uruguai têm para receber do estado mais de R$ 16 milhões em recursos da saúde. Essa dívida está sendo formada, em alguns casos na região, com atraso nos repasses desde 2013.
Conforme o segundo vice-presidente da Associação dos Municípios do Alto Uruguai (Amau), Leandro Marcio Puton, os municípios gostariam de receber esses recursos atrasados integralmente, não em parcelas. “Porque são verbas que os municípios já tiraram do caixa da prefeitura para ser investidos na saúde. A falta desse recurso é terrível nas contas dos municípios”, afirma.
No entanto, acrescenta, “melhor ter esse parcelamento do que não ter. É melhor contar que o dinheiro vai entrar no caixa do que a expectativa que nunca íamos receber esses valores”.
Leandro, que também é prefeito de Gaurama acompanhou o anúncio do parcelamento no evento realizado na Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs). “O governador foi lá para dizer que vai conseguir pagar para nós em 16 vezes”, diz.
Segundo Leandro, o estado deve para o município de Gaurama, na área da saúde, em torno de R$ 700 mil. “Erechim tem a receber mais de R$ 4 milhões, Erval Grande R$ 848 mil, Estação R$ 460 mil, depende o tamanho do município”, explica.
Ele ressalta que a ideia do governo é chegar ao final desse período e ter pago o valor atrasado aos municípios. O governo já está tentando melhorar o repasse mensal e agora vai tentar pagar os atrasados. “Essa é a proposta dele. Vamos aguardar e tomara que cumpra tudo isso”, afirma.
Mesmo não sendo o que os municípios precisam e gostariam que fosse, Leandro espera que o governo consiga encontrar os caminhos para pagar os valores atrasados.
“A saúde pesa muito aos municípios porque o atendimento tem que acontecer tendo dinheiro ou não. O município tem que achar a forma de prestar esse serviço à comunidade”, observa.
Conforme o gestor, a atenção básica cabe aos municípios, “mas a expectativa é que a União e o Estado cumpram a parte deles, que é repassar os recursos para nós”. E, enfatiza, “acredito que o estado tem como cumprir, mas depende de gestão e como as coisas vão andar”.