Desde a sua criação, a Agência de Desenvolvimento do Alto Uruguai, passou de status máximo na largada, como sendo o ‘ovo de Colombo’ para a região. Sucederam-se várias direções no seu comando, foi feito um diagnóstico das deficiências e as potencialidades da região. E com o passar do tempo começou a ser questionada a sua atuação, mesmo com várias instituições e entidades fortes fazendo parte de seus quadros.
As pessoas acreditam ‘não acreditando’
E por que aconteceu isso? Uma ideia muito boa se perder no tempo? E hoje não ter a guarida das entidades que a pensaram e criaram? As repostas são as mais diversas, e para não citar nomes e pontuar ano a ano, a agência em determinado momento foi usada politicamente. As pessoas acreditam “não acreditando”. As pessoas querem estar presentes, “mas não querem”. Agora se der certo, a corrida será grande para sair na foto. Ou alguém tem dúvida.
Revendo pagamentos mensais
Vire e mexe, a AMAU que é a única que repassa recursos para a sobrevivência da AD Alto Uruguai (R$ 5 mil por mês), mais o Sindilojas (que cede a sala sem cobrar aluguel), ninguém injeta recursos, fala em rever os pagamentos mensais. Desta maneira está minguando.
Uma ideia que deu certo, na prática
Em 2013, uma delegação de prefeitos esteve na Itália e eu acompanhei essa comitiva. Dos atuais prefeitos, dois deles, estavam lá: Lirio Zarichta, de Três Arroios e Mário Ceron, de Ipiranga do Sul. E puderam ver na prática como funciona. No Parque Científico e Tecnológico de Marguera (considerado um dos maiores da Europa), com 35 hectares, 19 mil pessoas circulando por dia e mais de 150 empresas instaladas, isso na Província de Veneza
Os pilares da estratégia
Nesse centro se trabalha com os pilares da estratégia, inovação, análise e desenvolvimento de produtos e execução, além de incubadora para empreendedores iniciais. E nesse polo ficaram conhecendo como funcionam os projetos de pesquisa, ou novos projetos. E esse talvez seja o ‘X’ da questão, para salvar a Agência de Desenvolvimento do Alto Uruguai.
Vender projetos
A empresa, ou uma prefeitura, ou qualquer entidade contrata os serviços e só elas têm acesso aos resultados. Os projetos podem ser adquiridos em consórcio de mais de uma empresa ou prefeitura.
Quem sabe a Agência de Desenvolvimento possa ser gerida desta forma, com venda de serviços? Uma ideia para pensar, usar as universidades e trabalhar para desenvolver projetos, para a desgastada agência, que agoniza, mendigando para manter suas portas abertas. Mas para isso Erechim tem que querer e a região abraçar