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Região

Cidade fantasma: AMAU se enfraquece ainda mais com lei federal

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Caso o projeto passe pelo Congresso, 22,5% dos municípios brasileiros deixarão de existir, no RS ser
Por Rodrigo Finardi
Foto Divulgação

Caso a proposta do governo Bolsonaro, ganhe guarida, no Congresso Nacional, poderemos ter uma região fantasma e uma centralização total de poder, em pouquíssimas mãos. E além da centralização do poder, municípios ficarão mais inchados (o que fazer com o funcionalismo). Não adianta descentralizar a renda (louvável o projeto do pacto federativo), mas ao mesmo tempo aumentará desproporcionalmente as obrigações dos prefeitos. Os municípios, que possivelmente virarão distritos, jamais irão faturar o que faturam hoje. A economia mudará (para pior).

A música de Marcelo Nova

Marcelo Nova, líder da banda de rock, Camisa de Vênus, nos anos 980, numa de suas músicas – Cidade Fantasma - , cantava: “ "Isto tá virando uma cidade fantasma;  O vento assobia nas esquinas; Arrastando seu orgulho, apagando-lhe o nome;
Pessoas passam fome... e na calada da noite, os parques estão cheios de bocas caladas...o céu está escuro, isto tá virando uma cidade fantasma.

Não acredito que prospere

É possível sim, termos cidades fantasmas na região. A lei que muda a constituição (não acredito que prospere, pelas manifestações que li), irá penalizar uma região já penalizada há décadas, com poucos recursos e baixíssima representatividade.

Lei avassaladora contra o Alto Uruguai

Se tivéssemos tido uma melhor sorte no passado, talvez a maioria dos municípios do Alto Uruguai poderia ter mais de 5 mil pessoas. A lei atinge 22,5% dos municípios no Brasil. No Rio Grande do Sul, esse percentual sobe para mais de 45%. E olham, o nosso querido e amado Alto Uruguai, mais de 65% dos municípios virarão distritos.

Diminuir deputados e assessores

Até defenderia uma lei como essa. Mas precisaria existir outras leis de cima para baixo. Diminuir o número de deputados federais e senadores; diminuição dos assessores; diminuição obrigatória de verbas de gabinete, máquina mais enxuta, e os mesmos nas assembleias legislativas, para depois chegar nos municípios, onde a vida das pessoas acontece. Por que as associações que representam os municípios a nível de Brasil não se mobilizam e elaboram uma lei de mudança a Constituição nesse sentido?

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