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Ao Bom Dia, vice-presidente da República, Mourão, mostra otimismo com a economia

General aposta nas reformas administrativa e tributária em 2020

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Por Whatsapp, vice-presidente falou com exclusividade ao Grupo Bom Dia
Por Salus Loch
Foto Alan Santos/Agência Brasil

Embora o Relatório de Mercado Focus, divulgado na segunda-feira (17), tenha reduzido a expectativa de alta do PIB brasileiro neste ano, de 2,30% para 2,23% (há quatro semanas a previsão de alta era de 2,31%), o vice-presidente da república, Hamilton Mourão, antecipou com exclusividade ao Grupo Bom Dia, via  Whatsapp (direto da Amazônia), que 2020 será um ‘ano para prosseguir nas reformas e com isso manter o avanço na economia’.

Quando fala em reformas, o general se refere aos textos que tratam de mudanças nas searas administrativa e tributária, com a proposta de dar continuidade ao ajuste das contas públicas introduzindo novas regras sobre os impostos e a busca pela redução dos custos do funcionalismo público. O discurso caminha de mãos dadas com manifestações já proferidas pelo presidente Jair Bolsonaro.

Em relação à reforma administrativa, o governo (que decidiu segurar a aprovação de novos concursos públicos até o envio da proposta ao legislativo) pretende reduzir o que qualifica como ‘discrepância’ entre os vencimentos dos servidores e a iniciativa privada. Estudo do Banco Mundial, divulgado em 2019, mostrou que os servidores federais ganhariam 67% mais, em média, do que pessoas que atuam em empresas nas mesmas funções. Além disso, as mudanças observariam outros dois fatores: o alto volume de aposentadorias federais nos próximos anos e a transformação digital dos serviços públicos.

Otimismo é marcado por desconfiança e receios no Alto Uruguai

Enquanto o general Hamilton Mourão projeta a ‘continuidade do avanço econômico’, representantes de entidades, profissionais liberais e empresários de Erechim se dividem em relação aos números para 2020. A presidente do Sindicomerciários, Anelise Michalski, observa que até o momento os índices não confirmam a esperança depositada em um novo momento para o país. Ela destaca, especialmente, o que chama de ‘baixo volume de vendas do nosso comércio local’ e o ‘grande número de desempregados, tanto em Erechim como no país’.

Mais alinhado a Mourão é o discurso do dirigente da Comil, Deoclécio Corradi – que endossa firmemente a necessidade das reformas tributária e administrativa. Para o empresário, no entanto, o avanço da economia deve se dar de forma segmentada – beneficiando mais determinados setores do que outros. Umas das áreas que deverão aproveitar o bom momento é o de transportes rodoviários, projeta Deoclécio. Sob essa perspectiva, a meta da Comil é chegar ao fim de 2020 produzindo 7,5 ônibus/dia, contra os atuais 6 carros/dia. A empresa conta com cerca de 1.340 colaboradores.

Já o professor de Gestão e Negócios do Instituto Federal da Fronteira Sul, campus de Erechim, Sidnei Dallagnol, ao mesmo tempo em que visualiza a recuperação de alguns setores, como a construção civil,  diz ver, preocupado, a possibilidade de que as desigualdades sociais aumentem, fruto da perda do poder aquisitivo das famílias das classes média e baixa – aspecto reforçado na região Alto Uruguai pelo revés causado na agricultura em razão da estiagem.

Saiba mais

# As instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) além de reduzirem a previsão do PIB, puxaram para baixo, também, a estimativa para a inflação este ano (pela sétima vez seguida). Agora, a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA – a inflação oficial do país) caiu de 3,25% para 3,22%. A informação consta no boletim Focus. Para 2021, a estimativa de inflação se mantém em 3,75%. A previsão para os anos seguintes também não teve alterações: 3,50% em 2022 e 2023.

# Em tempo: uma greve dos caminhoneiros teria o poder de alterar as projeções acima previstas? Segundo o diretor da ANTP (Associação Nacional dos Transportadores do Brasil), José Roberto Stringasci, a categoria deve protestar hoje (19) contra a suspensão do julgamento sobre a constitucionalidade da tabela de frete pelo STF e cobra a redução do ICMS e de outros impostos, inclusive federais, para que o preço do diesel na bomba tenha 10% de tributos no máximo.

# Enquanto isso, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e os 13 sindicatos a ela afiliados estão em greve há 19 dias, tendo como bandeira a oposição ao fechamento e demissão de cerca de 400 trabalhadores na fábrica de fertilizantes Fafen-PR, no Paraná. 

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