Produto Interno Bruto brasileiro informa que nos últimos 12 meses há uma queda acumulada de 4,69%
O resultado divulgado ontem (1º) pelo IBGE sobre o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro informa que houve uma queda de 0,3% no período de janeiro a março de 2016, em comparação com o trimestre imediatamente anterior (de outubro a dezembro de 2015). Se considerados os últimos 12 meses (abril de 2015 a março de 2016), há uma queda acumulada de 4,69%.
O PIB é uma medida do valor dos bens e serviços que o país produz num período, nas áreas de agropecuária, indústria e serviços. O objetivo é medir a atividade econômica e o nível de riqueza de uma região.
Em valores correntes, o PIB atingiu R$ 1,47 trilhão no primeiro trimestre de 2016. Já no acumulado nos quatro trimestres encerrados em março de 2016, totalizou R$ 5.943,3 bilhões, sendo R$ 5.088,3 bilhões referentes ao valor adicionado (VA) a preços básicos e R$ 855,1 bilhões aos impostos sobre produtos líquidos de subsídios.
Em relação ao quarto trimestre de 2015, PIB cai 0,3%
O PIB variou -0,3% no primeiro trimestre de 2016 contra o último trimestre de 2015 na série com ajuste sazonal. A agropecuária variou negativamente em 0,3%, a indústria recuou 1,2% e os serviços apresentaram variação negativa de 0,2%.
Na indústria, a maior queda se deu na extrativa mineral, com retração de 1,1%. A indústria de transformação (-0,3%) apresentou resultado negativo pelo sexto trimestre consecutivo. A construção sofreu queda de 1,0% e a atividade de eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana teve expansão de 1,9%.
Nos serviços, o comércio (-1,0%), a intermediação financeira e seguros (-0,8%) e os serviços de informação (-0,7%) apresentaram as maiores quedas em relação ao trimestre imediatamente anterior. Transporte, armazenagem e correio teve variação negativa de 0,4%, enquanto que outros serviços (0,1%), administração, saúde e educação pública (0,1%) e atividades imobiliárias (0,0%) mantiveram-se praticamente estáveis.
No que se refere ao setor externo, as exportações de bens e serviços tiveram expansão de 6,5%, enquanto que as importações de bens e serviços recuaram 5,6%.
Segundo o LSPA/IBGE, divulgado em maio, algumas culturas apresentaram retração na estimativa de produção anual: fumo em folha (-20,9%), arroz em casca (-7,6%) e milho em grão (-5,0%). Por outro lado, a cultura de soja apontou variação positiva de 1,3% na produção anual. A maior parte das culturas importantes no trimestre apontou queda de produtividade.
Últimos quatro trimestres
No acumulado dos últimos quatro trimestres, na área de serviços, apenas as atividades imobiliárias (0,3%) variaram positivamente. Houve contração de 10,0% no comércio, seguido por transporte, armazenagem e correio (-7,3%), outros serviços (-3,3%), serviços de informação (-2,4%) e intermediação financeira e seguros (-0,4%). Já a administração, educação pública e saúde pública (-0,1%) manteve-se praticamente estável.
Sob a ótica da despesa, a formação bruta de capital fixo (-15,9%) e a despesa de consumo das famílias (-5,2%) apresentaram, nessa base de comparação, suas maiores quedas da série histórica iniciada em 1996. A despesa de consumo do governo (-1,3%) também apresentou queda.
Já no âmbito do setor externo, as exportações de bens e serviços cresceram 8,3%, enquanto que as importações de bens e serviços apresentaram queda de 18,3%.
PIB no 1º tri de 2016 chega a R$ 1,474 trilhão
O Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre de 2016 totalizou R$ 1,47 trilhão, sendo R$ 1,26 trilhão referentes ao valor adicionado a preços básicos e R$ 213,7 bilhões aos impostos sobre produtos líquidos de subsídios.
Confira na versão impressa de hoje (2) a opinião de representantes de entidades de Erechim a respeito dos dados apresentados sobre o PIB.