Empresários de Erechim comentam que semestre pode ser mais positivo no setor de máquinas agrícolas e ônibus
Para o mês de junho a tendência no segmento comercial de máquinas e implementos agrícolas é que seja um período de pesquisa e especulação. O comentário é do gerente da empresa Lavoro de Erechim, representante da marca John Deere, Juliano Luppi.
"Sentimos uma retração nas vendas considerando que os produtores estão no final do chamado ano agrícola e início de uma nova fase, além da divulgação de linhas de crédito. Por isso, a expectativa para o segundo semestre é positiva, com a retomada das vendas", salienta.
Entre os fatores, pontua Juliano, estão os preços favoráveis dos commodities, as linhas de crédito e a necessidade de profissionalização das atividades agrícolas. Entre os equipamentos mais procurados estão pulverizadores e plantadeiras, as quais podem influenciar diretamente no desempenho das lavouras.
De acordo com o gerente, em meio a esse cenário, há uma preocupação que se refere às variações climáticas e ao fenômeno La Niña.
Setor rodoviário
Por outro lado, o setor rodoviário está otimista quanto às exportações. O presidente do Conselho Administrativo da Comil, Deoclécio Corradi, comenta que, de um modo geral o setor não registra sinais de melhora. O setor de caminhões e ônibus foram os que mais apresentaram queda de produção nestes dois anos de crise, chegando a 70% se comparado a 2013. Somente neste ano, até maio, a queda foi de 39% na produção de carrocerias no país (dados da Fabus).
"A Comil apesar de ter produzido 20% menos no mercado interno, conseguiu se manter estável. A produção para exportação espera um pequeno crescimento para o segundo semestre e isso auxilia esta área que representa em torno de 25% do faturamento da empresa", pontua.
Produção de ônibus no Brasil, de janeiro a maio, conforme dados da Fabus:
2014 - 10.893 unidades
2015 - 7.962 unidades
2016 - 5.389 unidades