Quando iniciou a pandemia no Brasil, a população do País, ficava horrorizada, petrificada com as imagens e informações das mortes, principalmente na Itália e na França: “Meu Deus, morreram 800 em único dia na Itália”. Ouvi muito dizerem um ano atrás.
Então, a pandemia chega ao Brasil e esses números que nos deixavam estarrecidos, banalizou e chegamos a 300 mil mortes pela Covid, ontem (24). Mais de 3,2 mil mortes num único dia. Pelo comportamento da população, os mortos do Velho Continente nos comovem mais, são mais importantes.
Empilhamos mortos e continuaremos a empilhar (infelizmente) por algum tempo, pois as ações de combate são burocráticas, extremamente morosas e politizadas, já pensando em 2022. A saúde, pela minha ótica, não é vista como prioridade pelo governo federal e temos dezenas de exemplos negativos que comprovam isso.
Para se ter uma ideia, em Erechim apenas 2,9% está imunizada com a vacina. São aqueles 3.114 moradores que tomaram as duas doses. E muitos ainda precisam uns dias, para se proteger do vírus com eficiência (o ciclo para fazer efeito).