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Economia

Desemprego dispara em Erechim

No segundo mês consecutivo com saldo negativo, município finaliza maio com 438 postos de trabalhos eliminados

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Construção Civil foi o setor que mais desempregou no município em maio de 2016
Por Larissa Paludo larissap@jornalbomdia.com.br
Foto Larissa Paludo/Arquivo BD

Desemprego se acentua em Erechim em maio, já que mês fechou com saldo de -438 vagas de trabalho. Dos oito setores analisados, em nem um o índice foi positivo. Ao total, foram 1054 contratações contra 1492 desligamentos. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta sexta-feira (24), pelo Ministério do Trabalho e Previdência Social.

Esse é o segundo mês consecutivo que o município termina com mais demissões, já que em abril foram 26 vagas negativas. Apesar disso, no acumulado do ano, o índice ainda é positivo, com sete postos de trabalho. Ao total, em 2016, as contratações somaram 6343 e os desligamentos 6336 empregos. Ainda, se comparado o acumulado dos últimos 12 meses, o saldo é de -1.733 vagas, com 14.2019 admissões e 15.952 dispensas.

Se o momento não está bom para o emprego erechinense, os outros municípios gaúchos também enfrentam dificuldades. Prova disso é que Erechim se manteve, em maio, a 32ª colocação – que já ocupava em abril – no ranking dos municípios gaúchos com mais de 30 mil habitantes.

Em maio de 2016, foram eliminados, no Rio Grande do Sul, 15.829 empregos celetistas, equivalente a uma retração de 0,61% em relação ao estoque de assalariados com carteira assinada do mês anterior. O estado gaúcho teve a pior colocação entre os estados ficando com a 27ª posição. Se somado a geração de emprego nacional, o saldo é de -72.615 postos.

Construção civil ainda na corda bamba

O maior número de dispensados foi a Construção Civil, em maio. Com 277 empregos eliminados, o setor foi responsável por 116 admissões e 393 desocupações. Em fevereiro de 2016, o Jornal Bom Dia realizou uma reportagem sobre a crise no setor e conversou com especialistas da área. Na ocasião eles acreditavam que “enquanto os governantes não acertarem a economia de um modo geral e devolverem a confiança a funcionários e empresários, para que se invista novamente no país, a perspectiva é de que será um ano difícil”.

O segundo pior do mês, em Erechim, foi a Indústria da Transformação (-105), que contratou 385 e demitiu 490. Em seguida estão Serviços (-23 vagas), Agropecuária (-18 postos), Comércio (-11), Serviço Industrial de Utilidade Pública (-3) e Extrativa Mineral (-1). O setor de Administração Pública não apresentou movimentação na geração de emprego. 

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