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Economia

Índice Geral de Preços aumenta em junho

No grupo de preços ao consumidor, os item que apresentou maior aceleração foi a Habitação

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No grupo de preços ao consumidor, os item que apresentou maior aceleração foi a Habitação
Por Da redação* jornalismo@jornalbomdia.com.br
Foto Najaska Martins/Arquivo BD

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) apresentou variação de 1,69%, em junho desse ano, conforme dados divulgados esta semana pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). A variação acumulada em 2016, até junho, é de 5,91%. Em 12 meses, o IGP-M registrou alta de 12,21%. O índice é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

IPA

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) apresentou taxa de variação de 2,21%. No mês anterior, a taxa foi de 0,98%. O índice relativo aos Bens Finais variou 1,65%, em junho. Em maio, este grupo de produtos mostrou variação de 0,21%.

O índice referente ao grupo Bens Intermediários variou 1,48%. Em maio, a taxa foi de 0,38%. O principal responsável por este movimento foi o subgrupo materiais e componentes para a manufatura (variação passou de 0,71% para 2,79%). O índice de Bens Intermediários (ex), calculado após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, variou 1,80%, ante 0,45%, em maio.

No estágio inicial da produção, o índice do grupo Matérias-Primas Brutas variou 3,66%, em junho. Em maio, o índice registrou variação de 2,64%. Os itens que mais contribuíram para este movimento foram: soja (em grão) (12,38% para 14,82%), bovinos (-2,28% para 0,36%) e suínos (-5,13% para 16,31%). Em sentido oposto, destacam-se: minério de ferro (3,98% para -3,56%), algodão (em caroço) (3,48% para -6,06%) e milho (em grão) (7,93% para 5,65%).

IPC

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou variação de 0,33%, em junho, ante 0,65%, em maio. Cinco das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação. A principal contribuição partiu do grupo Saúde e Cuidados Pessoais (2,21% para 0,67%).  Nesta classe de despesa, vale citar o comportamento do item medicamentos em geral, cuja taxa passou de 6,20% para 0,48%.

Também apresentaram decréscimo em suas taxas de variação os grupos de Alimentação (0,77% para 0,12%), Despesas Diversas (2,44% para 1,48%), Transportes (-0,13% para -0,26%) e Comunicação (0,29% para 0,13%). Nestas classes de despesa, os destaques foram: frutas (3,27% para -6,69%), cigarros (5,88% para 2,74%), gasolina (0,04% para -1,18%) e tarifa de telefone móvel (0,45% para 0,24%), respectivamente.

Em contrapartida, apresentaram acréscimo em suas taxas de variação os grupos: Habitação (0,38% para 0,69%), Educação, Leitura e Recreação (-0,13% para -0,03%) e
Vestuário (0,64% para 0,70%).

Confiança do consumidor é a maior desde junho do ano passado

A melhora na expectativa do consumidor fez subir o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) em 3,4 pontos entre maio e junho, passando de 67,9 para 71,3 pontos, o maior desde junho do ano passado. A constatação é do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV) ao atribuir a alta exclusivamente à melhora das expectativas dos consumidores, uma vez que os indicadores que medem a percepção sobre a situação atual ficaram estáveis no mês.

Em junho, o Índice de Expectativas (IE) chegou a avançar 6 pontos, atingindo 77,1 pontos, o maior desde os 81,7 de janeiro de 2015. Já o Índice da Situação Atual (ISA), ficou praticamente estável entre um mês e outro, ao fechar em ligeira queda de 0,8 ponto percentual, entre maio e junho, atingindo 64,7 pontos.

 

*Com informações Agência Brasil e FGV

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