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Rural

Pragas podem comprometer o armazenamento

Perdas podem chegar a 30% na estocagem devido aos contaminantes

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Grande público participa do Simpósio
Por Rosa Liberman
Foto Rosa Liberman

É possível armazenar os grãos de uma safra com sanidade. Para tanto, trabalha-se para não haver contaminação, garantindo um alimento seguro. Para isso é preciso ter uma estocagem com controle dos contaminantes, já que grande parte deles não vem do campo, mas sim, é criada dentro da estrutura de armazenagem.

As pragas de lavoura são umas e, as de silos são outras. Essas são cerca de 20, mas quatro são as mais importantes que atacam os grãos de trigo, milho, soja, feijão e arroz.

De acordo com o pesquisador da Embrapa Soja, Irineu Lorini, que palestrou ontem no Simpósio sobre o manejo integrado de pragas de grãos armazenados com foco no expurgo de grãos,  o principal contaminante são as pragas. Segundo ele, é difícil ter um número exato de perdas por causa das pragas. “Muitas vezes inviabilizam até uma comercialização, pois se tiver um inseto vivo a carga é recusada”, diz.

Há bons armazenadores em que as perdas são inferiores a 1% e há outros em que o prejuízo chega a 30% da safra. Mas Lorini diz que em média as pragas consomem 10% da safra.

“Temos alguns métodos preventivos desde químicos e não químicos. Que não deixam resíduo no alimento final. O importante é tirarmos essa sujeira através da limpeza e higienização antes de receber o grão do campo, porque a praga se cria na estrutura e, se tirá-la antes, vamos poder armazenar melhor”, salienta o pesquisador.

Em sua palestra Lorini abordou o manejo integrado, que a Embrapa preconiza, que envolve medidas desde limpeza, higienização da unidade, retirando os focos dentro da unidade; os métodos de controle físicos ou seja, que não contaminam, mas que eliminam a praga e os métodos químicos e os métodos a base de gases, uma das práticas mais usadas, garantindo que o alimento eliminou a praga, mas não contaminou o alimento, sem resíduos. Dando ênfase para que o público melhore sua forma de controlar as pragas e fazendo vários passos e garantindo assim, a armazenagem boa, sem perdas e sem a contaminação do alimento.

 

O chefe geral da Embrapa Trigo, Sergio Dotto esteve presente na abertura do Simpósio e comentou sobre a importância da armazenagem no país haja visto que a produção é maior do que a capacidade de estocagem.

Também salientou que, no caso do trigo, há várias micotoxinas que se desenvolvem. “Por conta disso, é preciso ter um armazenamento adequado. Lembrando sempre que a colheita não deve ser feita quando o grão estiver úmido para não criar fungos ou micotoxinas”, conclui.

 

 

 

 

 

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