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Com o solo e clima seco, o plantio do trigo não evoluiu muito no Rio Grande do Sul. As lavouras implantadas no mês de maio estão com bom desenvolvimento vegetativo, e as áreas semeadas em junho apresentam emergência parcial, em função da ausência de chuvas adequadas para repor a umidade do solo e permitir a emergência das sementes. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (07), os produtores esperam que as chuvas previstas para os próximos dias favoreçam o plantio, que nesta semana alcançou 75% da área prevista para esta safra. No Alto Uruguai, o plantio das lavouras de trigo iniciou a partir do dia 20 de maio. De acordo com o informativo, até o momento 10% da área de trigo já está semeada e em fase de germinação e desenvolvimento vegetativo. A Emater/RS-Ascar estima um aumento pequeno da área a ser semeada em relação à safra anterior quando foram plantados na região 33.850 hectares com o cereal. A situação da cevada se assemelha a do trigo, sendo que até o momento já foram plantados 20% da área. As lavouras estão sendo semeadas com normalidade e com umidade do solo mais adequada que no ano anterior. Os preços estão próximos aos R$ 40,00 por saco. As condições climáticas também favoreceram as pastagens. No mês de junho, choveu em Erechim 38mm, com temperaturas mais amenas, que também contribuíram para o crescimento das pastagens. No entanto, segundo levantamento da Emater/RS-Ascar, a oferta de pasto ainda é pequena. O uso de grande quantidade de alimentos conservados e concentrados na dieta dos animais está onerando o custo de produção. Os preços do litro de leite variaram de R$ 1,06 a R$ 1,52, com média R$ 1,12. Em relação à apicultura, as condições climáticas da última semana, com temperaturas não tão baixas, favoreceram o trabalho das abelhas. No entanto, nesta época do ano tem pouca florada. Alguns apicultores estão fornecendo alimentação complementar para as abelhas. O mel está sendo comercializado de R$ 18,00 a R$ 25,00/kg, na venda direta ao consumidor, com pouca disponibilidade. Já os suinocultores estão insatisfeitos com o retorno econômico obtido com o desenvolvimento da atividade. Mesmo havendo certa estabilidade nos preços do milho os produtores continuam preocupados com a disponibilidade e os preços ainda em patamares altos. Na região, o milho está sendo comercializado de R$ 42,00 a 58,00 por saca, o kg do farelo de soja de R$ 1,60 a 2,10 e o kg do suíno vivo R$ 2,90. Segundo a Emater/RS-Ascar, quanto ao mercado às exportações fizeram com que a demanda interna ficasse ajustada.
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