Na semana passada, agricultores do Alto Uruguai estiveram reunidos para discutir e trocar informações sobre a produção orgânica. O debate foi promovido pelo Centro de Apoio e Promoção da Agroecologia (Capa) Erexim e a Cooperativa Nossa Terra, durante a segunda edição do Seminário de Agroecologia. Uma oportunidade de muito aprendizado, conforme afirmaram os organizadores.
O engenheiro agrônomo, agroecologista e assessor do Capa, João Daniel Wermann Foschiera, pontua que cerca de 40 pessoas marcaram presença na programação e puderam dialogar sobre o dia a dia nas unidades de produção. Também prestigiaram o evento, membros do setor de Cooperativismo da Emater. “Falamos de #comidaboa: ovos, mandioca, açúcar mascavo, grãos, porcos moura, tomates rasteiros e feiras. Tudo sem veneno!”, reitera João ao afirmar que: “o Capa e a Nossa Terra são instituições parcerias que contribuem na organização e facilitação dos processos de produção e comercialização. “Mas quem determina o rumo da caminhada são as famílias camponesas que têm como base a solidariedade e o respeito aos recursos naturais e aos princípios da agroecologia”, declara.
De acordo com o engenheiro agrônomo, o público apresentou suas experiências acumuladas em seis eixos sobre os aspectos apontados pela Cooperativa Nossa Terra: ovos orgânicos a partir da tecnologia de melhoramento animal da Embrapa - a galinha colonial Embrapa 051; produção e comercialização de açúcar mascavo orgânico; grãos orgânicos; mandioca orgânica e tomates rasteiros orgânicos.
Desafios
Na avaliação de João, dentre os desafios visualizados pelo grupo está o ato de promover o avanço dos sistemas por iniciativa própria. “A estrutura disponível para as ações juntamente com as ideias dos próximos passos a serem tomados, referem-se direta e exclusivamente às pessoas envolvidas e isso está relacionado ao desprendimento de recursos econômicos, intelectuais e de atitude dos envolvidos. Isso torna o processo algo único mas desafiador. No ponto de vista do tempo, essa ideia pode ser comparada na perspectiva de que se optássemos por cadeias de produção convencional, como milho, soja, ovos em uma produção fora da transição agroecológica ou não orgânicas, teríamos uma estrutura física, econômica e de visualização dos processos (etapas) que estão mais disponíveis socialmente”, esclarece.
Potencial
Ao mesmo tempo, os produtores junto ao Capa e à Nossa Terra, intensificam os esforços para ampliar a ação agroecológica nos eixos propostos, com mais diálogo e cooperação. “Visualizamos colheitas fartas nas áreas da produção agroecológica. São 14 hectares de grãos orgânicos semeados em 2022, quatro famílias com galinhas 051 alojadas e já produzindo ovos coloniais. Ao mesmo tempo, 10 famílias agroeocologistas cultivaram tomates rasteiros orgânicos em 2021, duas agroindústrias estão certificadas para produção de mandioca orgânica e uma agroindústria certificada e produzindo açúcar mascavo orgânico”, enaltece o integrante do Capa ao citar que todos estão animados com as novas frentes que surgem para qualificar e multiplicar a agroecologia no dia a dia da agricultura familiar.
No encerramento do encontro, outro tema em destaque foram as feiras orgânicas no município.
Conforme João, os próximos passos estão em construção com os participantes do grupo que está disponível para agregar novos integrantes. Quem quiser saber mais informações deste processo pode contatar com o Capa ou a Cooperativa Nossa Terra pelo telefone: 3321-2135 ou acessar as redes sociais: facebook.com/CapaErexim ou facebook.com/CoopNossaTerra