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Rural

De colonizadores a protagonistas

Os números deste segmento com origem rural ofertaram ao Brasil, entre 1990 e 2015, um saldo na balança comercial de US$ 380 bilhões

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Supervisor regional da Emater, Paulo Silva
Por Rosa Liberman - rosa@jornalbomdia.com.br
Foto Rosa Liberman

Neste dia 25 comemora-se o indivíduo, homem ou mulher, que saindo de sua terra natal veio para o novo mundo na esperança de melhores dias, pois a crise e a fome eram presentes na Europa, principal origem destes aventureiros. Incorpora aos antigos colonizadores e a este momento os seus descendentes que permaneceram na agricultura, cultivando a terra e desenvolvendo as criações. Desta origem colonizadores-agricultores temos hoje a maior riqueza do Brasil, um segmento conhecido por todos como agronegócio.

De acordo com o supervisor regional da Emater/RS, Paulo Edgar da Silva, os números deste segmento com origem rural ofertaram ao Brasil, entre 1990 e 2015, um saldo na balança comercial de US$ 380 bilhões e somente não foi maior porque os demais setores comerciais do país negativaram esta conta em US$ 562 bilhões. Desta forma e, simplesmente  pela riqueza armazenada em solo brasileiro já demonstra a sua importância.

“Desta forma é sim momento de comemorar, e de ressaltar a importância desta figura que balança entre o espírito desbravador dos colonizadores e o produtor rural que carrega o Brasil no colo. Sim, pois temos um Brasil  alimentando o mundo e ainda com terrar agricultáveis a serem desbravadas. Precisamos recuperar o ímpeto e a determinação dos nossos antepassados. Poderíamos analisar o agronegócio num ambiente mais próximo e aí diríamos que onde houver um pé de soja neste Brasil, ao lado tem um gaúcho ou seus descendentes cultivando a terra. Conheço do Oiapoque ao Chuí e encontrei gaúchos de todos os costados nos intervalos deste imenso país”, acrescenta.

Pensando nos colonizadores como famílias que se detiveram ao cultivo da terra é necessário um retorno histórico de talvez uns 10 mil anos, quando o homem e seus familiares se conduziam de forma nômade procurando ambientes de caça abundante e de farta coleta de raízes-frutos (plantas) comestíveis. Cabia aos homens caçar e proteger a tribo e era atividade feminina o cultivo da terra e o cuidado com as criações.

Assim, a agricultura nasce em mãos femininas, desde a coleta dos alimentos até o recolhimento de sementes e, posterior plantio e o domesticar e cuidar dos animais. Com uma agricultura iniciando seu ciclo, foi possível o estabelecimento de pequenos conglomerados fixando as famílias em ambientes mais limitados, pois com a agricultura e domesticação de animais já era possível o sustento das famílias, sem aquele deslocamento constante e penoso. Assim nasceu a agricultura e a pecuária. “Uma história que parece distante, mas se considerarmos o espaço-tempo desde o surgimento do universo e os dias atuais, veremos que não passa de um breve lapso de tempo perdido entre os Dias da Criação e o mundo atual.  Assim a todos os colonizadores e seus descendentes que construíram uma nação rica e poderosa chamada Brasil o nosso reconhecimento”, conclui Silva.

 

 

 

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