Na região sul do Brasil, há quem associe o clima mais ameno que inicia no outono e segue até a primavera, com algumas iguarias. Sagu quentinho, sopa de agnoline e o mais querido da época, o pinhão.
A comercialização da semente da araucária, é permitida anualmente a partir do dia 15 de abril, exceto nesse ano, que em função da estiagem está autorizada desde o dia 1º no Rio Grande do Sul, alinhado a Santa Catarina e ao estado do Paraná.
Erechim não possui colheita comercial de pinhão, por isso não há um levantamento de quanto é produzido, conforme o engenheiro agrônomo da Emater, Adriano Skynkaruk. “Nós não temos uma colheita comercial de pinhão no município. A maioria dos produtores consome e comercializa o excedente, em quantidades menores. Não somos uma região produtora, por isso é difícil mencionar a quantidade”, explica.
Mesmo assim, o profissional revela que a estiagem que tem afetado o Alto Uruguai gaúcho nos últimos três anos, prejudicou a cultura. “Em contato com quem produz, sabemos que a tendência é diminuir - em função da seca, além da quantidade também a qualidade. Calculamos que a queda fique em torno de 40 à 50%”, revela.
A colheita inicia em março e segue até o mês de agosto, com a maior concentração em maio e junho, porém, em 2023 o encerramento tende a ser antecipado devido aos desafios ocasionados pelo déficit hídrico.
Em pesquisa nas redes sociais, a reportagem do Bom Dia observou que o preço das vendas de pinhão esse ano varia entre R$ 6,00 a R$ 11,00. São poucas as opções e percebe-se que logo que a publicação é feita, já surgem muitos interessados em adquirir o produto, que deverá ser limitado.
Saiba mais
A safra do pinhão concentra-se no período de abril a junho, porém, devido à maturação das pinhas se dar em épocas diferentes, é possível encontrar pinhão ainda em agosto, proveniente de variedades mais tardias. A colheita é feita de forma manual, através da coleta das sementes diretamente no solo ou pela derrubada das pinhas.