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Rural

Cooperativa Nossa Terra: criando caminhos para a comercialização

Feira, mercado e venda através do Pnae auxilia agricultores familiares a movimentarem sua produção

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Feijão embalado à vácuo é uma das novidades
Por Rosa Liberman - rosa@jornalbomdia.com.br
Foto Leandro Zanotto

Criada 2002, a Cooperativa Nossa Terra objetiva ser uma referência na área de comercialização de alimentos da agricultura familiar, com foco na questão da sustentabilidade e produção diferenciada de alimentos. São mais de 800 associados, sendo 90% do Alto Uruguai e 10% de outras regiões próximas.

Localizada na rua João Pessoa, 174, são três formas de comercializar os produtos, conforme o presidente da entidade, Adelmir Gaiardo: feira, mercado e através do Pnae (Programa Nacional de Alimentação Escolar).

A feira acontece nas quartas das 13h às 18h e aos sábados das 7h às 14h, com 14 feirantes. No local são bancas com produtos certificados de alimentos orgânicos e outras com produtos convencionais, conforme Ademir explica, são bancas mistas.

Já o mercado funciona de segunda a sábado, sendo de segunda a sexta-feira das 8h às 18h30 e aos sábados das 7h ao meio dia. No local estão expostos produtos dos associados, como das agroindústrias, gêneros alimentícios, como carnes, bebidas, sucos, entre outros.

E ainda a comercialização não somente para o Rio Grande do Sul, mas para outros estados, através do Pnae, com o fornecimento de alimentação escolar. Hoje são cerca de 50 municípios além de Erechim, com no mínimo 3 mil escolas envolvidas. Gira entre 800 t a 1 mil toneladas de alimentos fornecidos por ano. Os produtos são oriundos da agricultura familiar, e os principais produtos comercializados são derivados de leite, biscoitos, cereais, massa seca, suco de uva. Nesta forma de comercialização estão envolvidos mais de 300 agricultores da região, associados à cooperativa.

Conforme o presidente da entidade, nos últimos dois anos, o volume de produtos comercializados triplicou e isso demandou a necessidade de organização dos produtos e requereu mais investimento na qualificação da produção.

Já entre as novidades deste ano, os consumidores puderam encontrar o feijão embalado à vácuo.

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