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Cultura

Lenda do chimarrão instiga crianças

Estudantes assistiram peça de teatro durante oficina cultural realizada no galpão do CTG no Acampamento Farroupilha

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Estudantes assistiram peça de teatro durante oficina cultural realizada no galpão do CTG no Acampame
Galpão Campeiro (27).JPG
Por Najaska Martins - najaska@jornalbomdia.com.br
Foto Najaska Martins

Estudantes assistiram peça de teatro durante oficina cultural realizada no galpão do CTG no Acampamento Farroupilha

Presente em praticamente qualquer família do Rio Grande do Sul, o hábito de matear é, sem dúvidas, uma das marcas do tradicionalismo gaúcho. Passando de mão em mão, o chimarrão atravessa gerações como símbolo da cultura sul rio-grandense. Foi pensando em sua importância que integrantes do CTG Galpão Campeiro de Erechim decidiram explorar sua história de uma maneira diferente: através do teatro.

Além de seu preparo passo a passo bem como seus significados, as crianças que visitaram o galpão do CTG na tarde de hoje (12) no Acampamento Farroupilha puderam descobrir um pouco de sua história. Através de uma peça teatral, os pequenos conheceram a lenda do chimarrão.

Narrada pela primeira prenda do CTG Galpão Campeiro, Emanuele Tatiane da Silva, a estória encenada encantou as crianças. As prendas e peões do CTG apresentaram a lenda de um velho índio que, após sua tribo partir, permaneceu na aldeia junto com sua filha, uma linda jovem índia – Yari - que não teve coragem de abandonar seu velho pai, certa que sozinho ele não iria sobreviver.

Em uma tarde de inverno, ele e sua filha foram surpreendidos com a aparição de um homem forte que, ao se aproximar, pediu repousas e alimentos, sendo prontamente atendido, mesmo diante da escassez que o índio e sua filha enfrentavam.

Conforme era apresentado na encenação, a boa acolhida do homem foi agradecida de uma maneira especial. Ele disse ter sido enviado por Tupã, que encontrava-se muito preocupado com a sorte dos dois e deu ao índio o direito de fazer um pedido. O pobre velho pediu então um amigo que lhe fizesse companhia até o fim de sua vida para que ele pudesse deixar de ser um fardo para sua doce e jovem filha.

Curiosas e atentas ao teatro, as crianças puderam acompanhar o desenrolar da estória que seguiu sendo narrado por Emanuele. Os jovens encenaram então que o estranho atendeu o pedido do índio levando-lhe uma erva e orientando-o a plantar, e multiplicá-la. “Ainda assim, Yari resolveu que permaneceria com seu pai. A decisão da jovem índia emocionou o enviado de Tupã que ordenou que desde então ela passasse a ser conhecida como Caá-Yari, a deusa protetora dos ervais, sendo responsável por cuidar para que o mate jamais deixe de existir e fazer com que os outros o conheçam e bebam a fim de serem fortes e felizes”.

Preparo do chimarrão e seus significados

Após assistirem a encenação, as crianças puderam aprender com o 1º Guri Farroupilha, Vinícius Gavenda, sobre o preparo do chimarrão. Enquanto interagia com os pequenos ele ia explicando passo a passo como fazer o mate, salientando desde o formato da cuia, a temperatura da água e o jeito certo de fazê-lo. Por fim os pequenos ainda descobriram os significados dos diferentes tipos de chimarrão.

A primeira prenda do CTG destaca que momentos de transmissão da cultura gaúcha são importantes especialmente quando envolvem as crianças. “Por serem pequenos, eles são mais impactados com o que aprendem. Além disso, é com eles que se começa a plantar a sementinha do tradicionalismo, do amor pela cultura e pelo orgulho do Estado”, enfatizou, salientando que através de iniciativas como esta busca-se trazer cada vez mais crianças para o CTG.

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