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'É preciso deixar um legado'

No dia 20 é celebrado o Dia do Gaúcho, umas das datas mais importantes para a história do RS

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Quando a Alfa se instalou em Erechim é que o produtor Anelito Domingos Senhori e a esposa Eli passar
Por Assessoria
Foto Divulgação

Ser gaúcho é sinônimo de garra, determinação, força, amor pela terra, orgulho da cultura e das tradições do Rio Grande! Para celebrar a Revolução Farroupilha, o dia 20 de setembro é feriado no Rio Grande do Sul e faz parte da semana farroupilha. Um exemplo do que é ser gaúcho, encontramos em Linha Braz, interior de Ponte Preta-RS. 

 

Cooperativista, associado, líder e conselheiro fiscal de outra cooperativa na época, o suinocultor ouvia falar da Alfa, mas somente quando a Alfa se instalou em Erechim é que o produtor Anelito Domingos Senhori e a esposa Eli passaram a conhecer melhor esta cooperativa. Anelito foi um dos primeiros associados. “Conheci a Cooperalfa quando o presidente Romeo Bet fez a primeira reunião com os produtores e falou do trabalho da cooperativa”, resgata. Anelito iniciou a associação em 22 de março de 2017.  

 

Grandes obstáculos, mas determinação ainda maior 

Em 2014, um dos filhos de seu Anelito, Gedson e a esposa, residiam e trabalhavam em Erechim, mas, devido aos problemas de saúde do pai, Gedson e a esposa resolveram se mudar para Ponte Preta-RS para ajudar Anelito na propriedade. “Construímos na cidade de Ponte Preta para facilitar para minha esposa, que é psicóloga, ampliamos a atividade de leite e demos sequência na atividade de suínos”. Ele lembra que na época havia oito vacas em lactação e, com o tempo, ampliou-se para 64 animais.  

 

Mas, como nem tudo na vida no campo são flores, também surgiram os desafios e as dificuldades. Em 2019, a propriedade de Anelito foi atingida por um vendaval. “A força do vento derrubou um dos nossos pavilhões e, como a instalação era mais antiga, teríamos que refazer tudo, então optamos em não reconstruir e encerramos o trabalho com suinocultura”, relembra Gedson.  

 

Dando sequência aos trabalhos na propriedade, porém trabalhando com o segmento de pecuária de leite, dois anos depois, em 2021, Gedson resolveu vender algumas novinhas e, ao realizar os exames, descobriu-se brucelose. “Estávamos com 64 cabeças de vacas em lactação e, dos 64 animais, 21 estavam com tuberculose, tivemos nosso rebanho condenado, ficamos sem animais, recebemos uma indenização baixíssima e ficamos com os boletos para pagar”, conta. Seu Anelito lembra que possuía um plantel exemplar. “Eram 20 litros por tirada, não existia coisa igual”. 

 

Para a família, a perda do plantel foi um dos momentos mais difíceis. “Foi desanimador, estávamos há 10 anos trabalhando na propriedade e naquele momento tudo havia se perdido”. Além de ampliar o plantel, a família Senhori havia tecnificado a propriedade. “A Alfa nos deu muito apoio e ajuda a partir da assistência técnica. Buscamos financiamento para fazer uma sala de ordenha, tínhamos uma estrutura melhor e, do dia para a noite, foi tudo perdido”, disse Gedson.  

 

Naquele momento, Gedson e o pai Anelito encontraram a força de vontade e a superação na família. “Você se vê sem forças, não tem vontade para nada, mas graças a Deus o apoio da família foi maior, fomos nos reerguendo e decidimos trabalhar com o ramo de grãos”, disse Gedson.  

 

Pensando em fazer as coisas diferentes, a família passou a plantar milho, soja e trigo, porém precisaram enfrentar três anos de estiagem. “Colhemos muito pouco, tínhamos dívidas para pagar, lembro que eu havia conversado com o gerente da filial, Vitor Baiocco que deu apoio à família e graças a Deus tivemos força para lutar e tocar em frente para sair do atoleiro”, lembra seu Anelito. O filho Gedson destaca que, em momentos como este, é preciso caráter. “O nome e o CPF ninguém troca e o legado fica para os filhos, seguimos os passos do pai, fazendo as coisas certas”, afirmou.  

 

O amor pela tradição 

Desde que se associou à Cooperalfa, seu Anelito já recebeu Cota Capital. “Entrei na Alfa e já recebi duas Cotas Capitais”, disse. O associado elogia: “A Alfa é uma cooperativa séria, honesta e o que promete cumpre, tem compromisso com a sociedade, para nós foi um sucesso”. Sem largar o traje típico gaúcho, é comum encontrar seu Anelito pilchado, inclusive durante a entrega da Cota Capital.  

 

Para ele, ser gaúcho é o dia todo. “Aqui, muita gente usa a bombacha no dia do gaúcho, na semana farroupilha e depois esquece, mas eu só saio pilchado”. Ele lembra que, em viagens para outros estados, percebe o respeito que o gaúcho tem. Perguntado de onde vem o amor pela tradição gaúcha, o associado destaca. “Vem de herança do meu falecido pai, me sinto bem quando saio pilchado, vou em promoção, festa, casamento, onde for, eu gosto da tradição, honro e passei a tradição para os meus dois filhos e agora para os meus netos”, disse. 

O trabalho da Alfa no RS 

Ao acompanhar o trabalho da família, para o gerente de Campinas do Sul-RS, Vitor Baiocco, o exemplo de força de seu Anelito é inspirador e reflete a essência do gaúcho. "A nossa tradição faz com que todos os dias a gente acorde e se auto desafie. O associado é um desbravador, é um exemplo para seguirmos firmes e batalhadores. Mesmo diante de tantos acontecimentos, seu Anelito e o filho encontraram a superação e fizeram com que a coisa funcionasse de novo". 

 

Baiocco acompanha os trabalhos da Alfa desde sua chegada no Rio Grande do Sul. "Começamos a formar nosso quadro social e aos poucos a cooperativa expandiu. Temos muita gratidão ao povo e a tudo o que é construído em cooperação. A Alfa é uma disseminadora de conhecimento e tecnologia, sempre com equipes preparadas para oferecer segurança nos negócios dos produtores", afirma Baiocco.  

 

A coragem de seguir 

Sobre a força em não desistir diante de tantos obstáculos, o produtor responde. “A força do povo gaúcho ninguém tem, é no trabalho, na seriedade, no desbravar, na força de vontade”. Segundo o filho Gedson, os europeus que vieram para o Rio Grande do Sul na época encontraram mata fechada. “O pessoal que veio precisou desbravar, não tinha maquinário, era tudo com machado, eu ajudava a cuidar da minha irmã para os meus pais conseguirem trabalhar e colocar comida na mesa. O povo gaúcho é batalhador”, disse Gedson.   

 

Hoje, ao ajudar o pai a tocar a propriedade, Gedson destaca. “Muitas vezes as coisas não acontecem como planejamos, mas ao olharmos para trás, vemos pessoas com mais dificuldade, e aí começamos a pensar que nem sempre é o valor capital que nos faz felizes. Diante das dificuldades, se aprende o quanto é preciso mudar as estratégias e não desanimar”. Gedson ainda deixou sua mensagem. “A família é o nosso maior bem, às vezes os filhos querem brincar e você está cansado, mas não custa dar um sorriso e atenção, é preciso deixar um legado e são eles quem nos dão sentido para viver e ir em busca dos nossos sonhos”.  

 

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