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Rural

Audiência pública busca solução conjunta para 2,4 D

Universidade Federal da Fronteira Sul - Campus Erechim reúne representantes de entidades, empresas, universidades, produtores, órgãos públicos, para abordar de maneira ampla o assunto

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Autoridades
Por Ígor Dalla Rosa Müller
Foto Divulgação

A Universidade Federal da Fronteira Sul - Campus Erechim (rodovia ERS 135, Km 72, número 200), sediou, na segunda-feira (26), no auditório do bloco B, audiência pública regional sobre a presença dos herbicidas hormonais nas cadeias produtivas agrícolas gaúchas. O evento foi promovido pela Subcomissão criada pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Pesca e Cooperativismo da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. Estavam presentes representantes de entidades, produtores, cooperativas, professores, acadêmicos, engenheiros agrônomos, profissionais da saúde, órgãos públicos e da sociedade civil.  

Assembleia Legislativa

Inicialmente, o deputado estadual, Elton Weber, que propôs a criação da Subcomissão, disse que ela foi formada porque em diversas regiões do estado houve relatos, nos últimos seis meses, de problemas com o agrotóxico 2,4 D, especialmente, em pomares.  “Este debate está sendo feito com todos que tem participação nestas áreas. Nossa Subcomissão não tem o objetivo de colocar um agricultor que produza grãos, soja, ou que produza frutas, uvas, um contra o outro. Não queremos promover brigas entre os produtores”, afirma o deputado. 

UFFS

Na abertura, o diretor da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), Luís Fernando Santos Corrêa da Silva, disse que o evento é importante para uma universidade que produz conhecimento e participa do debate público. “Universidade é o espaço de debate, do conhecimento científico, espaço de diálogo sobre assuntos que dizem respeito à nossa comunidade. Oportunidade de aproximar a universidade da comunidade”, destaca o diretor.

Sutraf Alto Uruguai

Representando o Sutraf Alto Uruguai, Ary Pertuzzatti, disse que o debate é muito importante e necessário. “Precisamos produzir, sim, com maior tecnologia e produtividade, mas também entender que é possível produzir sem agredir tanto o nosso meio ambiente. E quando falamos em meio ambiente, o ser humano faz parte dele. É preciso ter presente esta agressão que fazemos ao meio ambiente e a todos nós. Precisamos fazer o debate, porque o problema existe”, afirma Ary.

UFFS

O professor de Agronomia na Universidade Federal da Fronteira Sul – Campus Erechim, Valdecir José Zonin, afirma que este tema não deixa mais a população quieta. “Preciso avançar na ciência, na sustentabilidade ambiental. Precisamos caminhar na direção do agronegócio mais sustentável. O papel da universidade é trazer estes assuntos que inquietam a comunidade e, principalmente, quando as entidades e produtores acumulam prejuízos, um atrás do outro, sem repor os grandes danos que vêm sendo causados na fruticultura gaúcha, na maçã, erva-mate, e se suspeita também de efeitos nas araucárias”, observa Valdecir.

Andav

“No Rio Grande do Sul representamos 470 empresas. A associação está entre o fabricante e o agricultor. A responsabilidade das revendas é orientar, capacitar, treinar o agricultor para o uso correto dos defensivos agrícolas. A legislação é bastante rígida a fiscalização é presente, muito atuante. Na parte da revenda tudo ocorre de maneira correta. Gostaríamos de chegar a um entendimento que beneficie a todos os agricultores, produtor de frutas, arroz, soja, milho. O que nós desejamos é que se tenha uma solução equilibrada e que possa atender a todos”, disse o representante da Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (Andav), Danilo Real.  

Emater/RS -Ascar

A gerente regional da Emater/RS-Ascar, Fernanda Angonese, disse que a entidade tem cumprido com o seu papel de extensão rural através de cursos e treinamento. “São cerca de 700 treinamentos executados no Estado. Temos orientado nossos produtores rurais acerca da legislação, fornecendo informações e conhecimento para que ele possa exercer sua atividade de forma segura e legal”, disse a gerente regional.  

Farsul

O professor, Claud Goellner, representando a Farsul, disse que entidade tem o máximo de interesse na resolução deste problema de forma equilibrada, que venha atender o interesse de todas as cadeias para que elas possam produzir bem. Debate muito importante, problema que vem ocorrendo, participo desde debate desde 2016. “Realmente queremos que todas as cadeias tenham condições de produzir, de forma rentável, com qualidade e segurança ambiental”, afirma.

Produtor

Como alternativa, o produtor e engenheiro agrônomo, Diego Alécio, trouxe a experiência da Fazenda Banhado Verde, propriedade de mil hectares, que cultiva grãos, soja, milho, trigo, baseado num sistema natural, com quatro princípios centrais. O primeiro deles é o manejo e proteção do solo. Segundo princípio é a biodiversidade, rotação de culturas. Terceiro, menor distúrbio físico e químico do ambiente, uso de bioinsumos. E quarto princípio, é colher a soja, milho, e plantar em seguida a cultura de cobertura e não comercial. “As soluções estão na natureza. Estes quatro princípios nos permitem controlar entre 80% a 90% as plantas daninhas. É uma agricultura de processos e não de produtos”, ressalta ele.

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