Teve início nesta terça-feira (1º) a segunda etapa da campanha vacinação contra a febre aftosa no Rio Grande do Sul. Nesta fase de reforço, devem ser imunizados todos os animais de zero a 24 meses de idade. Na região em torno de 140 mil animais devem receber a dose.
Nessa etapa não haverá mais os vacinadores comunitários na região e não haverá a doação de doses para quem se enquadra no Pronaf. ”Mesmo o produtor enquadrado no Pronaf deverá adquirir a vacina nas casas agropecuárias credenciadas para a venda da vacina. O RS era o único estado que fazia esta doação e devido as condições econômicas nesta etapa a doação foi suspensa”, diz o veterinário Cesar Luis Albertoni, supervisor regional técnico substituto da Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi). As doses custam entre R$ 1,60 a R$ 1,90.
Quando o produtor adquirir a vacina deverá estar munido de caixa de isopor ou bolsa térmica que garanta que a vacina permaneça na temperatura entre 2ºC e 8ºC até a aplicação, que deve ser feita em no máximo cinco dias após a compra das doses.
Após a aplicação deve ser feita a comprovação da vacinação junto à Inspetoria Veterinária do seu município, com a nota fiscal de compra e a relação dos animais vacinados na propriedade.
Conforme Albertoni, essa comprovação tem que ser feita em no máximo cinco dias úteis após o término da campanha, ou seja, até o dia 7 de dezembro. Caso o produtor rural não comprove a vacinação, está sujeito a uma infração e multa de 60 UPF (Unidade Padrão Fiscal) R$ 1.028 acrescida de mais uma UPF por animal não vacinado (R$17,14).
Cuidados durante a vacinação
O Sindicato dos Médicos Veterinários no Estado do Rio Grande do Sul (Simvet/RS), alerta para alguns cuidados que o pecuarista precisa ter na hora de imunizar o rebanho, mas que fazem diferença na execução do processo de vacinação. “A dose correta do produto é 5 ml e deve ser aplicada na lateral do pescoço do animal, usando seringas e agulhas esterilizadas que ser trocadas a cada lote de 10 animais. Além disso, deve ter cuidado com o transporte e armazenamento da vacina, procurando mantê-la sempre na temperatura de 2 a 8 graus para não perder a eficácia”, lembra João Júnior, veterinário e delegado sindical do Simvet/RS.
Apesar de o Rio Grande do Sul ser reconhecido hoje como zona livre de aftosa com vacinação, a posição geográfica também exige cautela quando o assunto é a suspensão da vacina. “Como o Estado possui muita área de fronteira (Uruguai, Argentina, Santa Catarina), fica difícil conter a entrada de animais clandestinos. Além disso, é importante lembrar que o vírus pode vir nos veículos, sapatos, dificultando ainda mais o controle”, lembra o veterinário do Simvet/RS.
Importância da vacinação
De acordo com o supervisor regional técnico substituto da Seapi, a importância da vacinação é para manter o Estado livre de febre aftosa com vacinação e com isso garantir o livre comércio dos produtos de origem animal. Porque em caso de foco de aftosa, toda comercialização não só de origem animal fica interrompida.
Ele exemplifica o custo de um foco de aftosa nos anos de 2000 e 2001 nos municípios de Jóia, Santana do Livramento e Rio Grande, foram sacrificados 26 mil animais. O custo desta operação foi de R$ 11 milhões.