21°C
Erechim,RS
Previsão completa
0°C
Erechim,RS
Previsão completa

Publicidade

Expressão Plural

Quando o mundo passa a ser brinquedo de criança adulta

teste
Carlos Silveira.jpeg
Por Carlos Silveira – Jornalista e Historiador
Foto Arquivo pessoal

  A humanidade, como ela se conhece, vem de milhões de anos atrás, a história conta e a ciência prova, mas nunca saberemos a idade exata, já que o mundo não era mundo como conhecemos hoje na origem do ser humano na face da terra. Segundo a Bíblia tudo iniciou com Adão e Eva, humanos perfeitos de corpos sem detalhes e tendo a pureza da alma como premissa maior, até comer a maçã, ou não seria a pera, sabe-se lá, já que não tinha testemunhas oculares a não ser a estória contada pela Igreja Católica.

            Por outro lado, bem avesso da criação do mundo em sete dias, com frutos saborosos e lindas florestas, temos a evolução, ou seja, saímos da água, iniciamos nossa caminhada a quatro pés e terminamos com duas pernas, o qual somos até hoje, mas para que isso acontecesse foram milhões de anos e num planeta nada esplendoroso conforme as figuras bíblicas. Até porque antes de nós vagavam por aqui os dinossauros e nós chegamos somente na era dos mamutes, milhões de anos depois.

            Mas, nessa caminhada “humana”, de evolução e “ocupação” no seu habitat, o homem evoluiu para poder se alimentar, dando uma faísca para iniciar o fogo, como armas para matar os animais e poder se alimentar. Como matar se tornou uma rotina diária, matar os demais indivíduos também começou a fazer parte da vida de nossos ancestrais para ocupar espaços e brigar pela comida e territórios. O homem evoluiu, veio as primeiras vilas de pedras, de madeira, de tijolos, a antiguidade, a Idade Média, a Revolução Industrial, enfim, surgiram o homem de hoje. Uma caminhada movida inicialmente pelo caos, depois no trabalho, na economia, no início de regras, de várias religiões e, infelizmente, de várias guerras.

            Com sua sagacidade e mente fértil e inteligente o homem evoluiu no mundo das armas e passou a brincar com o mundo como uma criança adulta. Da brincadeira do mocinho e bandido onde um morre no final, se travaram muitas guerras, sempre focadas no jogo do poder de fogo e quantidade de guerreiros, assim já era na antiga Roma quando conquistaram um império a base da força e da mortalidade de milhões.

            De espadas, metralhadoras rudimentares duelando com Katanas no Japão e na China, dos grotescos tanques de guerra e aviões quase que se desmanchando no ar, evoluímos para a era nuclear na segunda Grande Guerra. Hoje vivemos a era dos drones e da inteligência artificial, da guerra biológica, da guerra psicológica, da guerra da informação, da guerra quase da aniquilação.

            Mesmo com toda esta caminhada, de bilhões de mortos em todos os conflitos mundiais, da destruição e da incerteza, ainda temos adultos que brincam como crianças como se estivessem em um tabuleiro de guerra. Homens que não se importam quantos vão tombar, quantas crianças órfãs, quantos alijados ou coisa parecida. Se busca números, recursos minerais. A ideia hoje não é mais dividir territórios como aconteceu pós Segunda Guerra Mundial, a busca é por nióbio, petróleo e outras riquezas em solo estrangeiro. O que está em cima da terra não tem mais validade, mas sim o que está abaixo dela e a busca para isso não tem preço, não tem freio, não tem pudor e nem sentimento. Hoje, contrário dos antigos conflitos, não fazemos mais parte do jogo, somos apenas meros números na face da terra.

Publicidade

Publicidade

Blog dos Colunistas

;