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Cultura

Vandalismo em monumento no centro do Erechim

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Por Rodrigo Finardi
Foto Divulgação

O recente episódio de vandalismo contra o monumento do jornaleiro, localizado na Avenida Maurício Cardoso, no coração de Erechim, expõe uma contradição que insiste em se repetir. Enquanto o poder público e a comunidade se mobilizam para preservar a memória e valorizar a cultura local, atos de destruição revelam um preocupante descompromisso com o patrimônio coletivo.

A iniciativa de restauro do monumento, com previsão de entrega durante a Feira do Livro, um dos eventos mais simbólicos para a promoção da cultura e da educação no município, representa mais do que uma simples obra física. Trata-se de um resgate histórico, de reconhecimento à figura do jornaleiro e de valorização da identidade urbana de Erechim. No entanto, esse esforço é fragilizado por atitudes que demonstram falta de consciência cidadã e respeito pelo espaço público.

O vandalismo, nesse contexto, não é apenas um dano material. Ele atinge diretamente o sentimento de pertencimento da população, desestimula investimentos em cultura e gera custos adicionais que recaem sobre toda a sociedade.

Cada ato de depredação é, também, um retrocesso na construção de uma cidade mais consciente, acolhedora e comprometida com sua própria história.

É preciso ir além da indignação momentânea. A recorrência desses episódios exige reflexão, educação e, sobretudo, responsabilização. Preservar Erechim não é apenas dever do poder público, mas um compromisso de todos. Sem isso, continuaremos presos a um ciclo em que se constrói de um lado e se destrói do outro. E todos perdem.

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