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Cultura

Assinado convênio para restauração do Castelinho

Solenidade foi realizada no inicio da noite de hpje, 22, no Salão Nobre da Prefeitura de Erechim, numa parceria entre o Executivo e o Ministério Público do RS

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Momento da assinatura do contrato, com a empresa que realizará o restauro, Construções Granzotto Ltd
O ato foi prestigiado pelo procurador-geral de Justiça do Rio Grande do Sul, Alexandre Sikinowski Sa
O Salão Nobre ficou lotado, de autoridades, que acompanharam esse momento, de extrema importância pa
Por Rodrigo Finardi
Foto Rodrigo Finardi

A Prefeitura de Erechim realizou nesta quarta-feira, 22, no Salão Nobre, a assinatura do termo de convênio para execução do projeto de restauração da antiga Comissão de Terras do Estado do Rio Grande do Sul, o Castelinho, prédio histórico mais emblemático do município, pois está presente no nosso dia a dia. Aparece no brasão e na bandeira do município; nos documentos oficiais do Executivo; no monumento dos 100 anos, construído na Praça Júlio de Castilhos; nas linhas do pórtico de entrada do município, na Avenida Sete de Setembro, em frente ao Colosso da Lagoa; e dá o nome da principal honraria do Legislativo chamado “Troféu Castelinho”. Para citar apenas algumas, e solidificar sua importância histórica.

A iniciativa formaliza a parceria entre o Poder Executivo municipal e o Ministério Público do Rio Grande do Sul, que viabilizou recursos por meio do Fundo para Reconstituição de Bens Lesados (FRBL). Esses valores, da primeira etapa do restauro, não sairão dos cofres da prefeitura.

Também foi assinado o contrato para a execução da obra.  A empresa selecionada foi a Construções Granzotto Ltda de Aratiba, que apresentou o menor valor para execução dos serviços. O investimento total será de R$ 6.547.674,74 (R$ 51 mil a menos que o valor estimado pelo município). Destes valores, R$ 4.473.929,88 é de materiais e R$ 2.124.813,00 de mão de obra.

Presenças

Estiveram presentes o prefeito de Erechim, Paulo Alfredo Polis; o procurador-geral de Justiça do Rio Grande do Sul, Alexandre Sikinowski Saltz, o secretário de Cultura, Esporte e Economia Criativa, Wallace Soares; o Promotor de Justiça que atua em Erechim, Fabrício Alegretti, secretária de Administração Aline da Costa, presidente da Câmara de Vereadores, Carlinhos Magrão, representantes de entidades culturais, secretários, vereadores, e outras autoridades. 

 

Dispensa de licitação

Quatro empresas aceitaram elaborar proposta para o restauro do Castelinho, e uma delas, que tinha o valor mais baixo, não apresentou a documentação que a habilitasse para execução da obra. Sobraram três, e a empresa de Aratiba, ofertou o menor preço, além da capacitação técnica.

Após essa primeira etapa, no dia 16 de abril, o município publicou documento oficial, autorizando a dispensa de licitação. De acordo com a autorização, o objetivo é viabilizar a execução completa da obra, incluindo fornecimento de materiais, mão de obra e equipamentos. O Castelinho é um imóvel tombado em nível estadual pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Cultural do Estado do Rio Grande do Sul (IPHAE-RS).

Condições do imóvel

Um Estudo Técnico Preliminar (ETP), concluído em dezembro de 2025, após a forte chuva de granizo de 23 de novembro, detalhou as condições do imóvel, os riscos estruturais e as estratégias para viabilizar o restauro da edificação.

Tombado pelo Estado de 1982, o Castelinho possui reconhecido valor arquitetônico e cultural. Construído com estrutura mista de madeira, pedra basalto e alvenaria, o prédio apresenta características típicas da colonização europeia na região norte do Rio Grande do Sul.

Situação crítica

De acordo com o documento, o imóvel fechado há anos, apresenta avançado estado de deterioração. Problemas como infestação de cupins, umidade e apodrecimento de estruturas internas colocam o prédio em risco de perda irreversível. Isso por conta, da falta de investimentos.

Agravamento

A situação se agravou após o forte temporal de granizo registrado em novembro de 2025, que danificou grande parte da cobertura. Com o telhado comprometido, o interior da edificação ficou ainda mais exposto às intempéries, acelerando o processo de degradação.

O granizo acelerou o processo de degradação

No dia 29 de novembro de 2025, sábado de manhã, equipes começaram a trabalhar no Castelinho, mas ação precisou ser interrompida, pois só colocar a lona, o telhado começou a ruir. As pedras que vieram do céu, foi só mais um capítulo, acelerando o processo de degradação do prédio histórico.

Previsão de obra em etapas

O município optou por dividir a obra em fases. A primeira etapa, considerada a mais importante, concentra os serviços estruturais, incluindo restauro das madeiras, cobertura, esquadrias e instalações básicas. As etapas seguintes contemplam segurança, mobiliário e implantação de espaços expositivos (esta parte deve ser feita com recursos do município).

Evitar o colapso da estrutura

A decisão de fracionar o projeto busca garantir o início imediato das intervenções mais críticas, mesmo sem a totalidade dos recursos disponíveis, evitando o colapso da estrutura.

Investimentos

O orçamento atualizado aponta que o custo total da obra pode chegar a R$ 8,9 milhões. Descontado o valor dessa primeira etapa, em torno de R$ 6,55 milhões (recursos externos), serão necessários mais R$ 2,35 milhões, para que seja entregue a comunidade, com perfeitas condições de uso e um plano de ocupação compatível, para evitar que os investimentos escapem pelo ralo, como foi no passado.

Preservação do patrimônio

O restauro do Castelinho é considerado essencial não apenas para Erechim, mas para todo o Estado. Além de preservar a memória histórica, a requalificação do espaço permitirá sua reabertura e uso social pela comunidade.

Normas técnicas rigorosas

A execução da obra exigirá mão de obra altamente especializada, especialmente em técnicas tradicionais de carpintaria e marcenaria, fundamentais para manter a originalidade do imóvel. E a empresa que irá executar a obra terá que seguir rigorosamente normas técnicas, legislações vigentes e orientações de órgãos de preservação do patrimônio histórico.

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