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Opinião

Gout Gout

teste
Clovis Lumertz
Por Clóvis Lumertz – Empresário
Foto Clóvis Lumertz

Há momentos em que o mundo corporativo se compara com uma pista de atletismo.

Não na largada cheia de promessas e expectativas, mas naquela curva decisiva em que poucos têm coragem de acelerar além do que parece possível.

Agorinha, o jovem velocista de 18 aninhos Gout Gout (o nome já promete virar uma lenda) rompeu uma marca histórica ainda na categoria de base, sendo inevitavelmente comparado a Usain Bolt.
Me impactou não apenas a questão do recorde e do tempo em si, mas o que ele representa: simplesmente alguns não aceitam o “esperado” como limite e, aqui começa a provocação.

Nas empresas, falamos muito sobre metas. Planejamos, desdobramos, acompanhamos, cobramos, mas...

Quando foi a última vez que alguém questionou se a meta como teto ainda fazia sentido?
Quando foi a última vez que o “atingido” deixou de ser suficiente?
Quando foi a última vez que alguém decidiu correr mais rápido do que o planejamento previa?

Porque há diferença entre bater metas e redefinir padrões.

Muitas organizações entram em um ciclo confortável: metas desafiadoras até serem atingidas, resultados comemorados até virarem rotina, desempenho consistente até se tornar previsível.

E então surge mais uma pergunta incômoda: estamos evoluindo ou apenas repetindo um bom desempenho?

No esporte, recordes existem para serem quebrados. Nos negócios, muitas vezes, metas parecem existir para serem mantidas. E talvez esteja aí um dos maiores riscos silenciosos das empresas maduras: pior do que a queda de performance é a acomodação dentro dela.

O garoto atleta não esperou “autorização” para superar uma marca. Ele não perguntou se já era suficiente. Literalmente “cagou” para quem estabeleceu o limite anterior. Ele apenas correu e fez história, até que alguém (talvez ele mesmo) supere a marca.

E isso leva à última reflexão: precisamos esperar surgir um “fenômeno” de fora para romper nossos próprios limites? Ou deveríamos construir ambientes onde romper limites seja parte da cultura, e não exceção?

Superar metas não deveria ser um acidente. Deveria ser um método.

E talvez o desafio da liderança seja fundamentalmente esse: criar contextos onde o extraordinário deixa de ser raro e passa a ser esperado. Parte disso é velocidade, mas muito é sobre ambição.

E você está correndo para cumprir metas ou para redefinir o que é possível?

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